Sons de uma noite na metrópole

domingo, outubro 23, 2011 · 0 comentários

Ouço o som do despertador. Canção das horas que me agrada. Há outros sons. Do avião que passa. Da moto ao longe. De um portão que eu não sei abre ou fecha. Do alarme do carro. Do trânsito na avenida lá embaixo. São os indícios de que há vidas. Gente que ainda não dorme. Que retorna para casa ou segue para o trabalho, já que a cidade não para. E dessas pessoas pra lá e pra cá o que se tem de poético é cada uma delas com sua própria realidade, o que faz a realidade mais bela.

Os sons ainda prosseguem. As noites têm suas próprias canções. Digo no plural, pois cada canto deste mundo produz sons os mais variados. Basta você dormir em uma cidade pequena e sua experiência será diferente. Vale à pena fazer isto.

Eu imagino as pessoas que dormem lá no Centro. Refiro-me a São Paulo. Uma população de moradores de rua. Que canção da noite eles ouvem? Nas ruas do Centro Velho de São Paulo, por onde não passam carros, o silêncio impera. A esta hora ninguém passa por ali, a não ser aqueles que habitam essas ruas de pedra. Para alguns que se deitam sobre o chão e se protegem do frio com cobertores doados, o único som é o que vem da própria mente.

A madrugada já teve início. Sigo acordado, mas não é por insônia. Eu poderia estar preocupado com um fato ocorrido, mas sigo tranqüilo, mesmo incerto de como as coisas se resolverão. Olho para a vida e vejo que o centro do mundo não pode ser os nossos problemas, que muitas vezes são soluções disfarçadas.

Utilizo uma vez mais o celular para escrever. E o faço no escuro. São os tempos. Com aparelho mais avançado, eu poderia enviar o texto para revisão ao término da escrita. Não vai demorar, poderei fazer isto.

Os sons da noite prosseguem na metrópole. Eles se repetem. Não exatamente de modo igual. O único som que se mantém o mesmo desde o início deste texto é o tic-tac do relógio, que vez em quando eu nem me dou conta...



Horário de almoço

segunda-feira, outubro 10, 2011 · 0 comentários

texto escrito em 05 de outubro de 2011


Papel eu tinha. O que não encontrei foi caneta. No máximo, um lápis preto sem ponta, o que não ajudava em nada. Daí que me lembrei do celular. Não é a primeira vez que o utilizo para escrever. Serve bem. E é o que tenho. Assim eu me distraio durante a viagem do trabalho para casa. Mas confesso, escrever não é exatamente o que eu queria. Mas deixemos de lado meu real desejo. Pode ser mera ilusão.

No Centro de São Paulo há inúmeras opções de restaurante. Os preços variam muito. A clientela também. Há locais simples e aqueles mais requintados. Alto luxo, acredito que não exista, embora por aqui trabalhe muita gente endinheirada. Eu, hoje, não escolhi restaurante algum. Trouxe comida de casa. Cardápio simples. Às vezes faço isso. Outros funcionários aqui da empresa lançam mão disto vez em quando. Quanto aos restaurantes, variamos a freqüência.

Eu quis avisar que o dia mudou. Era para ter feito isto no parágrafo anterior. Até tentei, mas desisti de todas as construções. Talvez alguém reclame. Pode ser que o revisor deste texto diga que é melhor fazer de outro modo. De maneira que é como se eu perdesse a autonomia da escrita. Enfim, já não tenho certeza como ficará. Pode ser que fique assim mesmo.

Após o almoço fui até uma livraria. Não é que eu seja um freqüentador assíduo deste tipo de lugar. Só vou quando tenho um livro em mente. Compra certeira. Não namoro livros. A maioria dos que li não foram comprados por mim. E tive a sorte de ser bem orientado nas leituras, que ao longo da minha vida até aqui não foram muitas. Hoje compro livros em função do meu trabalho e dos estudos.

Havia o livro que eu buscava. Mas comprar pelo site custaria vinte reais a menos. Fiquei surpreso. Não sabia desta diferença. De certo, é uma questão de custos. Manter uma loja deve ser muito mais caro do que manter um site. Agradeci a atendente pela atenção e saí em direção a um Café. Eu ainda tinha uns trinta minutos.

Eu observava. Sentia-me literário, inspirado. Sabia que viria um texto posteriormente. Voltei a um restaurante dito bem freqüentado onde o café é muito bom. O atendimento agrada. O preço é justo, está de acordo com a qualidade do serviço. Fiquei ali ao balcão mesmo, não quis me sentar a uma das mesas. Fiz meu pedido e logo busquei meu açúcar preferido. Sobre o balcão, xícaras sujas que o funcionário foi tirando uma a uma. A louça suja se acumulava. Comentei com ele que uma máquina para lavar tudo ia bem. Ele concordou. Eu poderia fazer outra coisa enquanto a máquina trabalhasse. Pensei em sugerir isto para a gerência e desisti no mesmo instante.

Tive dúvida o que faria com os minutos que ainda me restavam. Entrei no Centro Cultural do Banco do Brasil. Li um aviso e uma programação. Olhei ao redor. Cumprimentei uma das funcionárias que não se mostrou muito à vontade com a minha tímida simpatia. Antes de sair reparei firmemente no corpo de uma mulher. Ao ver a aliança de casada em uma de suas mãos abandonei seu corpo. Olhei ainda em seu rosto e vi muita dignidade e seriedade. Não me pareceu o tipo de mulher que traísse o marido. Não que eu tivesse alguma intenção. Apenas fiz a avaliação. Mero intuito. Não importa muito se estou certo ou errado. Pode ser que outro homem tivesse outra impressão. O discurso depende muito da plateia.

Eu tinha algumas moedas no bolso, o suficiente para mais um café. Seria em local simples que frequento. Era coisa de caminhar um pouco e eu já estaria lá. Gastei ainda alguns minutos em frente a uma banca de jornal. Li manchetes. Reparei que o jornal sangrento atraia mais a atenção das demais pessoas que estavam ali. Todos os homens, se não me engano. Vi belas mulheres em capas de revista. Calculei que na vida real o Photoshop é a maquiagem e até o jeans apertado. Nós homens queremos ser enganados. A mulher tem que parecer bela. Compramos o discurso dela. Devo ser machista ao dizer isto.

Cheguei ao Regina’s. Sentei-me e observei. Os atendentes nem repararam a minha presença dada a correria. Havia muita gente. Queria sentar-me junto ao balcão. Esperei vagar uma banqueta e sentei-me. Cumprimentei os rapazes e pedi um café da garrafa. Este é mais barato e vem no copo e em bastante quantidade. Eu tinha tempo ainda e podia tomar calmamente o café enquanto observava. Uma briga lá fora chamou a atenção de todos, inclusive a minha. Piadas a respeito foram feitas. Eu ri levemente. Tomei o último gole, saquei as moedas e fui para o trabalho. Ainda faltavam alguns minutos para o término do horário de almoço. Caminhei tranquilamente. Dividi elevador com outros funcionários. Cada qual foi para seu andar. Eu fui para o meu. Não haveria o que fazer.



Movidos pela carência

segunda-feira, outubro 03, 2011 · 0 comentários

Eu estava ao telefone público, que eu e muitos chamamos de “orelhão”. A carência me fazia estar ali. Ela que é causa de muitos atos, os mais diferentes, como escrever, por exemplo. Eu olhava para uma garota de programa e a achava bela. Gostava do seu corpo e sorriso. Liga pra mim, disse ela com simpatia e sem originalidade. Eu apenas sorri e desejei conquistar seu corpo sem ter que pagar. Muitos homens tem essa fantasia. Coisas do ego.Influências. Outros precisam mesmo é pagar. Conheço o caso de homem que tem uma mulher cujo sangue ferve por sexo, mas prefere as ditas mulheres da vida, com a esposa o sexo é escasso. E ela se entrega a ele vez em quando premida pela necessidade. Preferia alguém que amasse.


Aqui um conflito. A mulher a que me refiro invade o texto e ameaça tornar-se tema central. Ela que visita meus pensamentos nos momentos em que o que me restam são lembranças. Quando o que se tem é só o passado. E agora ela resolve invadir o texto e me deixar confuso, de maneira que perdi o rumo. E agora?


Não consegui falar com o amigo. Em nenhuma das opções de números ele me atendeu. A garota de programa sumira. Resolvi deixar o local. Eu acabara de tomar uma Sminorffice e um café na Santa Tereza, tradicional padaria do Centro de São Paulo.


Caminhei vagarosamente até a estação Sé do Metrô. Estava inquieto. As emoções em mim se manifestavam. Felizmente a semana de trabalho terminava. Mas eu não ia para casa. Ainda tinha um compromisso comigo. Algo que é o novo para mim e me faz bem. Algo que eu preciso e que falarei a respeito em outra ocasião, quando for o caso, se for o caso.


A mulher que mencionei invadir este texto segue por aí com a sua realidade. Sua vida. Suas angústias e sofrimentos. Tem seus momentos de alegrias também. Sei pouco dela. E se um dia a decifrei como mulher o mesmo não fiz com sua alma. Talvez porque eu não pudesse ou porque não seja possível fazê-lo. Não sei ao certo.


Alguns dias se passaram e eu volto a este texto. Não sou o mesmo dos primeiros parágrafos. As emoções se aquietaram. Angústias calaram-se. Medos silenciaram. Exageros deixados de lado. Muitos reparos a serem feitos ainda, mas é preciso tempo e paciência.


Hoje estamos sem internet no trabalho, o que me agrada. Tudo parece que fica mais calmo. Menos informação, menos ansiedade. Já percebi que é preciso tomar cuidado com o excesso de informação e comunicação. Redes sociais, e-mails, blogues, mensagens instantâneas, celular, entre tantos outros modos de se conectar. Desconectar é preciso.


Queria um café agora. Estou no sexto andar. Dá vontade de descer e ir ao Regina’s tomar um espresso. O café não é bom, nem há glamour, mas o pessoal de lá me trata bem. Sinto-me à vontade no local. O cliente não quer apenas o produto, preço justo e glamour. Quer afetividade também. As empresas que conseguirem juntar tudo isto estarão na frente. É preciso atender às carências dos clientes, sobretudo as afetivas.


O texto deu volta. Consegui voltar ao tema central. A carência ainda me acompanha. E isto para mim é bom, é combustível. Tenho trocado mensagens com a mulher que invadiu este texto e depois saiu. Palavras de carinho e sabedoria. Somos sinceros um com o outro. Contamos nossas realidades. Ela é uma boa pessoa.


Uma mulher confessou-me que não tem nenhuma história de amor para contar. Esta é sua maior frustração. Ela tem sucesso profissional. É uma ótima pessoa. Excelente amiga. Mas carrega consigo esta dor. São as realidades de cada um. Todos temos nossos anseios e frustrações. Cada um lida de um modo. O olhar que damos aos problemas é muito importante. Este ensinamento não é meu.


Ela passou pelo saguão do prédio. Reparei lascivamente nela. Deu bom dia apenas ao porteiro. Fiquei apenas olhando. Desejo e carência. Um combustível do outro. Ela foi até o segundo andar. Sei quase nada dela. Apenas onde trabalha e costuma tomar seu café. Já pegamos elevador juntos e dei “bom dia”. Ela respondeu com pouca vontade. Olhou-se no espelho. Enquanto isso, eu reparava nela, que mexeu os cabelos antes de deixar o elevador. Ela não ficou muito nos meus pensamentos. Tem sido assim. Creio que seja o tamanho da cidade. Muita gente. Vejo outras mulheres e o interesse pela outra fica apenas guardado. Quem quer ser conquistado precisa estar presente, aparecer, se comunicar.


Já fui um cara conquistador. Não de ter várias mulheres. De certo, porque sempre busquei as que tinham interesse por mim. Sempre trabalhei com margem baixa de risco. De modo que foram poucos “foras”. Sempre me protegi. Não gosto da rejeição. Não estou só neste modo de ser. Como já disse, os seres humanos são muito parecidos.


Um bom professor da faculdade de Jornalismo ensinava que o ser humano é circunstancial. Um grande amigo tem um blog com este nome. As coisas mudam. Para melhor ou para pior. Circunstancialmente, não estou um cara paquerador. No preparo do meu jardim, muitas ervas-daninhas apareceram. As portas de saída já foram abertas.


Tenho tomado mais café. Gosto de pagar por isso. Meu irmão diz que não é a bebida que me atrai, mas o glamour. Ele pode ter razão. Consumir tem isso. Não é o produto que nos interessa de fato, mas o que ele nos proporciona.


Será que para entender o ser humano é preciso estudar Marketing? Afinal de contas, somos, acima de cidadãos, consumidores. E somos vistos por este prisma pelas empresas e pelo governo. A inclusão tem sido calculada pelo número de pessoas que adentram ao mercado consumidor e o aumento de suas rendas. Fala-se muito na nova classe C que tanto consome. A sociedade em que vivemos é de consumo. Você tem que se esforçar para não ser um consumidor fracassado. Mas, claro, nem todos ligam pra isso. Serão eles mais felizes? Não sei. Também não sei se são menos felizes as pessoas alienadas que fazem tudo igual. Mas eu ainda acredito que os que tentam viver de forma original são mais felizes e mais livres. O problema é saber se essa tal originalidade existe de fato.



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Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
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