Ano que vem

terça-feira, dezembro 23, 2008 · 1 comentários

blog férias

Ao entrar de férias, o que se tem pela frente é algo um tanto incerto. Refiro-me ao ano de 2009. Embora esteja prevista uma desaceleração na economia brasileira, não se sabe ao certo como será. O fato é que 2009 chega como um ano que ninguém gostaria de esperar. Se pudéssemos, pularíamos para 2010 e colocaríamos os problemas econômicos debaixo do tapete. Mas isso não é possível. O jeito é enfrentar a crise de peito aberto e com muito positivismo, com um olho na fritura que é para não se queimar.
Felizmente, em decorrência do nosso amadurecimento democrático, o Brasil, até o presente momento, passa bem pela crise externa. Nosso ritmo de crescimento tem sido tão forte que ainda vai respingar no ano que vem, o que nos ajudará muito. Não apenas teremos problemas, como eles já estão aí. Ainda assim, nós brasileiros podemos olhar a crise de frente. Para muitas outras economias o horizonte é muito menos desejoso de se mirar olhos firmes.Dizem para olharmos o lado positivo do fato. Na crise há esta face. Ela pode até obrigar o país a fazer reformas que não fez. Curioso como situações assim fazem com que as responsabilidades sejam assumidas e as medidas tomadas. Na crise, os caminhos são menos optativos. Muitas vezes só há uma coisa a se fazer.
Esperamos que no final do ano que vem o mundo, economicamente, de um modo geral, já esteja em melhor condição. Neste sentido, será fundamental o cérebro de Barack Obama, a melhor notícia do ano. Os EUA formam o palco inicial da crise, que de lá exportou o espetáculo da balburdia financeira pelo mundo afora, pegando até países que desdenhavam dela. Como ator principal deste show sem humor algum, Obama terá a missão e carregará nas costas o fardo deixado pela terrível era Bush. Tratá-se de um mistura de gêneros. Do drama ao terror, sem passar pela comédia, o presidente eleito dos EUA fará sua atuação. Sai o canastrão George Bush, um fiasco de bilheteria, e entra um ator carismático e com fama de bom menino. Que 2009 seja o ano de Barack Obama e um ano de aprendizado para todos.Falei de economia. Há um link com a questão ambiental. Para a natureza esta crise é boa. Boas férias a todos.

o blog volta em 25 de Janeiro de 2009


opiniões opiniones opinition

Sabe aquela esperança que os brasileiros tinham com o Lula? agora o mundo tem com o Barack Obama.

Nayana



O último andar

sexta-feira, dezembro 19, 2008 · 0 comentários

Faz alguns dias que perdeu o amigo. Ele cerrou sua existência mediante ato violento contra si. Estava perdido nas drogas e abandonado pelos que sempre discursaram amizade. Sozinho, sem por que, triste e infeliz, optou pelo fim. Ela afirmou que o entende perfeitamente. Sei que a moça utiliza algumas drogas, quais de fato ignoro. Jamais a vi colocando para dentro de seu organismo as substâncias da felicidade momentânea. Não passa do que já me falaram. De qualquer forma, na pouca convivência que tive com ela, percebi suas emoções à flor da pele. Percebi também um ganho de carinho e respeito entre nós.


Faria o mesmo que o amigo, não fossem as pessoas que gostam dela. Cita o exemplo de quando ficou internada e via pessoas chorando por ela. Calculei que choraria no momento do relato das cenas emotivas no hospital. Mas seus olhos claros permaneceram no mesmo tom. Eu bem que olhei, e acreditei que disfarçava bem.


Comentei que o seu amigo deveria sentir uma tristeza muito forte. E ela mencionou entendê-lo perfeitamente. Que já passou por situação igual. Chegou a mencionar que a vida não faz sentido, sem dizer diretamente desta forma.


Gosto de conversar com ela. Sua sinceridade e graça me agradam. Claro que não temos uma amizade de fato. O que podemos ter não vai além das paredes da empresa em que trabalho e da qual ela utiliza os serviços oferecidos. Nosso limite é ali, nada além disto. Mas isso é normal. É com poucos que nos permitimos ir além das fronteiras. De qualquer forma, enganos serão sempre cometidos. E muitas vezes você apostará em pessoas erradas, e verá também que a ficha que outros lançaram em você também não passava de equívoco.


Naquele dia ela estava estressada. A empresa não pagara o salário integralmente como deveria fazê-lo. Fizera um escândalo com seu supervisor por motivos que nada têm a ver com finanças. Naquele dia, corria atrás de notas na faculdade em que conclui sua primeira graduação. Seu ódio pela instituição foi declarado de forma sincera e vociferante. Já afirmei aqui algumas vezes que a vez do outro é hoje, a nossa será amanhã. É a roleta da realidade. Com o tempo você percebe melhor isto. E aí, com esse passar dos anos, torna-se você alguém mais compreensivo.

O amigo dela, eu jamais conheci. E agora não haverá como fazê-lo. Não que isto fosse um desejo meu de fato. Não vou aqui fingir que tenho as portas abertas para novas amizades. Esse campo é seleto demais para negligenciá-lo, e ainda assim cometo deslizes. Pode o leitor questionar que uma conversa minha, ou de quem quer fosse, poderia tê-lo ajudado. Faz tempo tornei -me um ser que aceita as coisas como elas são. É modo belo, que suaviza a vida nos momentos doloridos. Mas claro, isto é um pensamento. Se naquele prédio eu estivesse, teria conversado com o rapaz e pedido para que não pulasse daquele andar, o terceiro do prédio, o último para ele.



O retorno de um comportamento

quarta-feira, dezembro 17, 2008 · 0 comentários

Claro, você se indaga por que tão poucos textos. A conclusão primeira é a falta de tempo. Depois, coloca mais água no copo até enchê-lo e calcula que é o fim, nada mais de escrever crônicas.
Mas foi preciso deixar passar o tempo, a poeira deitar em solo seu. E assim feito, percebeu que estava muito menos observador, de tão resguardado. Fora modo encontrado para precaver-se e até sobreviver. Um modo selvagem de levar a vida, foi.
Mas ali, naquele trajeto que nunca fizera, o subúrbio de Sampa a olhos seus. Foi na experiência nova que reencontrou velho comportamento. No silêncio do vagão, acomodado sobre confortável poltrona, observou pessoas e paisagem. Lá fora parecia-lhe pintura que fingia abandono. Prédios velhos e precários. Espécie de ruínas. Curioso lhe pareceu a possibilidade de donos de fortunas por detrás de tantas paredes sem tinta.
Observou pessoas também. Em meio à paisagem de gente simples, aquele homem destoava. Calçava belos sapatos e vestia camisa da moda e calça sarja. Era o único a ler algo, um livro. Buscou saber o título do autor da crônica. Era clara intenção de calcular a intelectualidade do jovem homem de cavanhaque. Mania difícil de perder. E que certamente não é só sua.
Ponderou que muito do observado, quase tudo por ele era ignorado. Numa possível crônica, a ausência de dados cuja importância não sabemos. Daí, a pergunta sobre o que será um bom observador.
Prosseguia a viagem de muitas estações de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Um sono pedira licença, mas logo se foi. Ele regressava de um trabalho em que aposta êxito financeiro. Consigo, materiais que dariam excelentes negócios para homens ou mulheres de armas em mãos.
Na Estação da Luz desembarcou desajeitadamente ao carregar bolsa grande e pesada. Precisava de um café. Fez o pedido com calma, até que, outra vez, naquele mesmo estabelecimento, o sistema lhe impedia de pagar pela xícara de café. Imediatamente declinou do pedido e se foi. Naquele “domingo de descanso” mais trabalho o esperava.
Não terminou o texto aqui no dia em que começou a tecê-lo. Assim, criou para si o problema de dar um final satisfatório. Até pensou em rememorar o domingo em questão. Contudo, declinou rapidamente, sob o risco de transformar estes parágrafos em fragmentos de um diário. Releu o que já digitara para saber se realmente valia à pena o encerramento necessário. Feita a leitura, julgou que o trabalho de agora não seria em vão. Assim, não excluiu a crônica e deu a ela o fim que lhe pareceu a contento.



Silêncio

segunda-feira, dezembro 15, 2008 · 0 comentários

Na busca por palavra iniciava de qualquer maneira. Caminhando com letras, de certo encontraria dentro de si o que dizer. Uma espécie de varredura em busca de conteúdo calado. Foi o tempo, tal técnica caiu em desuso. De tanto pronunciar dificuldades para escrever, por fim acreditou na real impossibilidade do ato. Daí, então, um silêncio tomou conta de si. Construir texto que fosse ficou fora de questão.
A certeza de que poderia tecer algo a contento é frustrante mediante silêncio contínuo. De certo, tratar desta “problemática” é início de um rompimento desejado. Quem sabe seja minar esse vazio de idéias. Produzir, quiçá, uma explosão que faça surgir tantas letras quantas forem necessárias para obtenção de êxito literário.
O cronista adoece quando não há mais crônicas. Aposta cura em mais leitura, num contato indireto com arte. Calcula que necessita sensibilizar-se. Até que se percebe bem menos observador. De um modo tal fechado, que abraça a indiferença como única companhia. E aí, possivelmente, a raiz do seu problema. E que se pode dar um único nome: silêncio.



Espera que pode ser em vão

quinta-feira, dezembro 11, 2008 · 0 comentários

blog outra seca


Não foi desespero que senti frente ao enorme espaço em branco. De qualquer forma, entusiasmo algum tomou conta de mim. Era exatamente uma obrigação que me mantinha sentado em frente ao computador. Depois, um tropeço com as palavras fez com que eu parasse por um momento em busca de idéias. A seca literária toma conta de mim faz alguns dias. Um silêncio. A maior ausência de idéias desde o advento deste blog. E até alguma desconfiança quanto ao futuro deste veículo. De maneira que, discorrer sobre tal dinâmica se tornou pauta única nesta escassez de expressão de vocábulos no idioma meu.
Assim, fica explicada a diferença entre um blog e outros veículos de comunicação. Ausenta-se neste espaço sincero - equivocado por vezes, posto que é expressão humana -, a obrigação em escrever. Não é como um jornal que amanhã deve ter todos os espaços preenchidos. Muitas vezes, de modo filosófico, toma conta aqui um silêncio, que é emudecimento do autor. E, como já dito, o não-texto também é texto. De qualquer maneira, há uma diferença no momento de agora com outros que já se foram. Antes, embora a caneta não dançasse, o pensamento tecia idéias. Agora, nada ocorre. É um apagão de idéias. Os fatos, pessoas e coisas, passam e nem são percebidos.
De tudo dito, fica a ilustração do que somos. Esse comportamento inesperado, não planejado, portanto. Um despropósito, perda de compromisso? Não. Talvez não. Fase apenas. Coisas de quem sente, e que agora não sente tanto. Do contrário, gritaria sentimentos no papel. Não há que aquietar-se. A fazer, é respeitar o silêncio. Esperar idéias. Olhar para o nada, como o branco do papel, o vazio literário. E esperar com a clara certeza de que poderá ser em vão.



A palestra e uma simples crônica

quarta-feira, dezembro 03, 2008 · 0 comentários

“A televisão me deixou burro demais”


Iniciou a palestra com dados sobre a má qualidade da educação brasileira. Pensei que estivesse ali alguém que desejasse baixar a auto-estima dos espectadores sentados em confortáveis poltronas daquele belo auditório. Por um momento, fiquei contrariado. De qualquer forma, não poderia sair dali, pois estava a trabalho. E a obrigação, por fim, ofertou-me uma excelente palestra.
Pelas poucas linhas que esta pequena página me oferta, não discorrerei sobre a palestra em si, senão a respeito do que ouvi e aprendi. O que me valeu mais foi a forte crítica à TV. “A televisão foi feita para baixar nosso espírito crítico”. Argumentou que isto ocorre para que compremos mais. Além disso, há os vídeo games, a internet, entre outros produtos eletrônicos. Abusar do uso deles é altamente nocivo para a mente humana, aprendi naquela feliz noite.
Ler muito. Este foi o recado principal. Não importa o que seja. É esta a melhor maneira de desenvolver a inteligência. O problema é que nossa sociedade lê muito pouco. Incríveis setenta milhões de brasileiros jamais leram um livro. São alvos fáceis da publicidade, bem como de programas de televisão que desrespeitam a inteligência humana.
Adentro àquele refeitório. O local em que estou pouco importa. A TV está ligada e as pessoas seguem hipnotizadas. Na tela, bobagens de um telejornalismo que parece programa de auditório. A matéria é de conteúdo pobre, em que informar é a última intenção. Vale para a emissora o ganho de ibope. Como matéria-prima, a ignorância daqueles que assistem passivamente os desvarios do apresentador. A seguir, alguns comerciais que vão incutir na pessoa um desejo de compra sem qualquer questionamento. De certo, poucos ali leram um livro.
Deixo o ambiente bastante contrariado. É dolorosa a certeza de que mudar a esta realidade é tarefa penosa. De qualquer forma, todos devemos fazer a nossa parte. De certo, o melhor presente a se dar para um ser humano é um livro. Termina a crônica com o exemplo dado pelo palestrante do início deste texto. Duas irmãs com curso superior que liam muito. Queixavam-se do irmão que não lia o que fosse. Até que uma das irmãs encontrou um livro sobre o time de futebol preferido do rapaz. Após alguma resistência, leu toda aquela edição. Apaixonou-se. Foi à livraria e comprou a biografia de um dos maiores craques da história de seu clube. Havia sido dado o início da paixão pela leitura. Hoje, ele lança um livro de poesias. Prova concreta de que mudar é possível.

crônica extraída do trabalho de conclusão de curso



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Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
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