Uma válvula de escape. Cadê? E essa prisão, por quê? Pode até fingir que não há nada, mas mente pra si. Sabe que algo não vai bem. Mas finge. Aposta no tempo a solução. É fase. É de agora, vai passar. Nos dias que se libertou, não sabia, era ilusão. Mas aposta que de novo vai. Que essa inexistência acabará. E que alguma ela vai surgir. Que voltará a segurança. O gosto por si. O olhar firme. Alguma sensualidade. Por enquanto, é morte do poder sedutor. Assassinato. E o desprezo somado a cada cruzamento de olhar é não mais que morte novamente. A solução. Pensa nela e aposta em um subterfúgio. Talvez erre. E é exatamente por isto que trama outra porta porque passou. Sim, resiste. Prefere outros caminhos. Mas leva consigo estrita desconfiança que é isso mesmo. Que fazer? Não tem jeito. Essa cilada que lhe parece sem saída foi tramada por sua mente. Por enquanto, no sentido não explicitado, a mente está no controle. Resigna-se costumeiramente. Mas já está um tanto cansado. Essa ausência feminina ao lado já lhe cansa e aborrece. Se abraçou a indiferença, foi mera defesa. Trancafiado em si, grita em silêncio. Há um a dor e uma certeza. Há esperança e medo. No fim, tudo é incerteza e ausência de alguma ela.
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blog Férias
Opiniões & Crônicas só volta em 01/08/2009
Fuce as gavetas do blog no arquivo logo abaixo...
Adelcir Oliveira
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Arquivo do blog
Releitura
(...) O fato é que desejo emocionar. Quiçá, brotar lágrimas nos olhos de muitas mulheres com a leitura das palavras que aqui eu deito. Porque a realidade que vou tratar não é tão diferente de muitas outras...
Comentário da leitora
Adoro lê-las, porque você usa um humor escondido, sarcasmo, fatos reais que se misturam com poesia ficção, não sei muito bem explicar, acho fantástico a forma como você expõe coisas que observa, cada um que lê pode interpretar de uma forma diferente.
Veronica Araújo, 29, São Paulo
Observação do autor: Apenas para elucidar, não utilizo de ficção nos textos que escrevo... É que a realidade imita a ficção às vezes...É como dizer que a vida imita a arte, não o contrário.
Adelcir Oliveira
Veronica Araújo, 29, São Paulo
Observação do autor: Apenas para elucidar, não utilizo de ficção nos textos que escrevo... É que a realidade imita a ficção às vezes...É como dizer que a vida imita a arte, não o contrário.
Adelcir Oliveira
Caros colegas
Histórico do blog
Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.
Autobiografia
Minas me concebeu. À São Paulo fui trazido, ainda era de colo. Morei no Centro, contaram-me. Depois, a zona norte da capital nos acolheu. Não era um lugar belo aquela avenida hostil. Ali, naquela casa simples, moramos por muitos anos. Naquela rua ao lado, eu descobri minha primeira paixão: a bola de futebol. Curioso é que só tive apenas uma a vida toda. Mas chutei muitas e foram elas que fizeram surgir o vermelho nas notas da escola. Se no primário eu fora destaque, no ginásio fui decepção. No colegial, o ego pelas conquistas fez as aulas serem secundarizadas. Terminar a última fase antes da faculdade saia dos meus planos. Até que abandonei a escola no terceiro ano. Mais tarde, o erro foi reparado. Veio o primeiro emprego. Era em uma escola de padres. O amor por câmeras de vídeo e edição de imagens foi avassalador. Mas, ironicamente, desavenças com um jornalista fizeram-me pedir demissão. Era também a manifestação do meu espírito de liberdade. Dali, fui para uma loja de CDs. Naquele mesmo local eu adoeceria. Então, a alma se acinzentou e meus dias se tornaram um fardo. Naquele local iniciei minha primeira relação que durou três anos. Antes, outras mocinhas. Não foi de todo ruim vender música. Diverti-me a maior parte do tempo. Mas outra vez mais me demiti. Foi quando voltei à área de vídeo, algo que eu tanto queria. Contudo, a decepção foi tanta que me disiludi completamente. Daí, me vi sem rumo. Aos poucos fui reajustando o foco. Nesse sentido, um trabalho de autoconhecimento foi fundamental. Naquela empresa eu passei momentos difíceis. Convivi com a mediocridade patronal e proletária. Um curso no SENAC foi minha carta de alforria. Consegui uma recolocação em uma grande universidade de São Paulo. Minha vida mudou. Tive contato com profissionais de verdade. Estabeleci amizades puras e sinceras. E adentrei ao mundo acadêmico, uma obrigação escondida dentro de mim. Jornalismo foi o curso escolhido. Escrever já era paixão há longo tempo. Mas uma crise quase me fez mudar para psicologia. Depois, melhorou. Depois, piorou. Já fazia algum tempo, eu terminara uma intensa relação. Desencontros, circunstâncias, diferenças minaram o namoro. O romantismo dormiu. Anos de solteiro. Assim vou caminhando. Cada vez mais me conhecendo, o que jamais deixará de ocorrer. Oscilo, o que é normal. Mudar internamente é obrigação que me estabeleci. Mudar meu entorno é uma outra etapa mais difícil. Meu grande sonho é uma sociedade próxima da harmonia com um poder público sério e eficiente. Sou um utopista para alguns. Romântico carente para muitos. Arrogante para outros. Em tudo que sou, sou um pouco de cada um. Como assim são todos...
Quem sou eu
- Adelcir Oliveira
- Livre de qualquer rótulo profissional, um ser humano que observa a si e aos outros. Alguém que busca o maior bem de um ser humano: equilíbrio
Literatura na web
Conheça um pouco mais sobre o autor do blog
Autores brasileiros - Amigos do livro
.João Scortecci, poeta, é o editor-responsável pelo site Amigos do livro. Após conhecer o trabalho do autor deste blog, Adelcir Oliveira, inseriu seu nome entre os autores brasileiros. Ao clicar no link, o leitor poderá conhecer outros escritores no Brasil, entre eles os que já se consagraram.
Link para acesso: http://www.amigosdolivro.com.br/materias.php?cd_secao=516&codant=
Link para acesso: http://www.amigosdolivro.com.br/materias.php?cd_secao=516&codant=
Palavras da revisora
Diário virtual é o significado da palavra “blog”, o qual registra desejos, anseios, ações significativas ou não, paixões, críticas, enfim, é o “olho mágico” de alguém, que faz participar a outras pessoas algo da necessidade humana, através da tecnologia moderna. Opiniões&Crônicas é um blog que registra criatividade no ato de escrever, por meio da objetividade e de excelente qualidade. O nome da página retrata perfeitamente o conteúdo publicado, pois mostra textos críticos, reflexivos, informativos e literários.A presença literária está inserida nas crônicas urbanas, gênero predominante no trabalho do autor. Muito interessante a exposição – sincera e transparente – dos fatos observados e vividos citados pelo escritor. Ele demonstra que não se inspira nos autores consagrados da literatura, valorizando sua obra pela originalidade.Vale a pena saborear cada linha aqui registrada e perceber que “tudo vale a pena, se a alma não é pequena”.
O mundo dos livros - por Adalton César
Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.
"Em busca do tempo perdido" - Comentário de Adalton César
Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.
Adalton indica
A dívina comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).
A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)
As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)
consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)
Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)
Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)
Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)
O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)
Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)
A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)
As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)
consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)
Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)
Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)
Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)
O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)
Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)



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