Dia de tolo

domingo, setembro 30, 2007 · 1 comentários

para quase todos chegam dias assim

Não é no papel. Os dedos tocam firmemente o teclado. A velocidade com que dançam agrada ao maestro. Toca a música. Toca o sentimento. Invadem os pensamentos. E o desejo de ter com ela. Mas estão vivas as impossibilidades. Quando será não é sabido. Sabe-se apenas que será...
Dizem que as certezas são para os tolos. Que seja. Pois também dizem que a paixão deixa o homem e a mulher bobos. Nessa bobeira toda, quase todos têm seu dia de tolos...
Música combina com paixão que adormece o olhar. É boa companhia nessas horas. Alguns somam ao par copos destilados. A quem aumente a turma e inclua cigarros. E como a imaginação humana é imprevisível, de certo há muitas outras combinações.
Para quem escreve, as palavras para acompanhar. Estas, de fato, são grandes amigas nestas horas. Ajudam a expressão sincera dos sentimentos. E se acaso a conquista se der, as palavras serão ainda mais presentes. Cartas e cartas poderão brotar. É só uma questão de aprofundar sentimentos.
Escrevo como quem quer escrever carta de amor. Não o faço agora. Talvez apenas agora. Pois é possível que eu esteja um tanto idiota. Alguma certeza me domina. Que me faz crer que, não sei quando, escreverei uma carta para ela. E ela, pergunta o leitor, quem é? Se a resposta não vem, é por que adentro por uma nova fase. Ela já foi mencionada pela cara leitora. Nome da leitora? Isso eu digo: Zenna Santos.



Nem ouvir dizer!

sábado, setembro 29, 2007 · 0 comentários

elas não querem mais textos por falta de inspiração

Alguns segundos se passaram. Permaneceu a caneta prateada segura por ambas as mãos. Uma lembrança apresentava-se como candidata. A incerteza de que ela me ofertaria texto completo trouxe-me a dúvida. Daí, o que fiz foi tecer o relato do momento.
Por um tempo carreguei comigo a certeza do agrado. Não fossem duas leitoras protestarem, eu seguiria desavisado. O par de amigas não quer nem ouvir falar em falta de inspiração minha. Relatam que muitos textos assim nada dizem, é leitura perdida.
A ironia. Esta composição se diz algo, não passa do relato da queixa. Talvez o conjunto delicado de dois elementos se sinta agraciado com as palavras aqui. Afinal de contas, o ato deles virou pauta. E em respeito às opiniões proferidas dá-se esta crônica.
Ok. Possivelmente não mencionarei mais a falta de inspiração. O aviso amigo das meninas é de boa intenção. Textos repetitivos afugentam leitores. A crítica é absolutamente construtiva. Não se trata de destruir ou competir. Isso quem faz são pessoas com mentes doentes. Muitas das quais já me afastei. É assim. Fica aqui o agradecimento às duas amigas que me deram a reclamação única feita por um par delicado.



Morte lenta

quinta-feira, setembro 27, 2007 · 0 comentários

O ego. Ele briga com a alma. Não permite a expressão dos reais sentimentos. O jeito que a alma encontra é fazer uma espécie de reclamação. Só assim consegue ser atendida em seus anseios.
O que se tem aqui é a exata preocupação com a aparência. É um querer que alguns outros não saibam o que se vai por dentro. Talvez uma espécie de disputa. Acreditar inocentemente no riso aparente.
Não expressar o que se vai por dentro de modo verdadeiro. Mais comum em que não se auto-conhece. E esse engano redunda em desconforto. Perde-se, então, parte da vida com fingimentos. Nisso, sobrevêm os medos. E então, olhar já não é fácil E deixar de sentir carinho soma mais sofrimento. Atado pelo medo, o indivíduo passa a ser mero fantoche. E seu comportamento. O desespero nas ações, no olhar. Tudo denuncia. Sua mente julga e condena.Uma forma lenta de morrer...



Procura

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A escolha. Não é a primeira vez que duvido como fazer. Diversas vezes eu declarei. E após a caneta bater algumas vezes sobre o papel parte sua que não escreve, a respiração normalizar, fiz a escolha. Portanto, já dei início à crônica.
Passei do ponto. Era a vontade de conversar. Ter com o ser humano, ainda que um deles não me inspirasse confiança. Mais alguns passos na direção errada e este ônibus teria ido sem mim. Não fosse a pequena corrida, estaria agora exposto a este frio, sozinho em plena avenida a esta hora da noite.
Eu via o teto. A cor dele você escolhe qual. Pinte-o como queira a liberdade para imaginar. Deixe o branco para a realidade.
Era na clínica. A médica simpática e verdadeira atendia com carinho. Gostava de nossa conversa. E admirava não a cor dos olhos, mas sim a beleza do olhar. Nele, o reflexo de uma boa alma.
Ali, na maca, eu teci um pequeno texto. Tratou-se de algo lírico. Naquele momento, desejava escrever como quem conversa. Queria uma simbiose com o leitor na produção de lágrimas...
Eu não chorei sob o branco que me cobria. Também não derramo lágrimas agora. Sei que escrevo à procura de mim. Deixo parte das emoções fluir no papel. Quem sabe num desses textos, eu me encontre com alguma emoção que me faça sentir além do que sou. Existir de modo ainda mais belo, com a certeza das superficialidades deste mundo, mas sem me aborrecer.



Mais do que consumidores inócuos

quarta-feira, setembro 26, 2007 · 0 comentários

Às vezes, simples tarefas se tornam demasiadamente desagradáveis. Estar ali em meio à tantas pessoas não era tão ruim. O único problema era eu. Ou algum eu. Uma parte de mim gritava. E os sons de angústia reproduziam um sofrimento maior: a dor da alma.
Eu não via. Fechava-me num mundo meu. Era uma forma de proteção. Interagir, momentaneamente, tornara-se difícil. A saída era fingir inexistência.
O shopping fervia. Individualmente, as pessoas consumiam. Aquela massa passiva frente às vitrines. Eu, agora, observava. Refletia. Achava aborrecedor ver que todos ali seguiam domados. Apenas consumiam insanamente. Nada de exercer o poder do mais forte grupo adormecido no mundo: o dos consumidores.
Não nego chateação lá nos corredores e vitrines iluminadas. Mas não me fazia pessimista. Uma fresta de otimismo dizia-me que há uma saída. Não imagino quando a massa que consome acordará. E terá como ferramenta para interesses coletivos as empresas que dela necessita. Aí está a lógica. Se eles dependem de nós para existir, quem tem o poder está muito claro: nós, os que consumimos.
As empresas nos querem assim, individualistas, carentes e passivos. Nada de liga nos pensamentos. O fracionamento intelectual é o que lhes interessa. No máximo, alguns poucos podem pensar.
Evidentemente que se surgir um líder que faça acordar o “gigante adormecido” será ele aniquilado de alguma forma.
Tomando um espresso, meu olhar melancólico nutria meus pensamentos. Entristecia-me toda aquela desunião. Aborrecia-me a imensidão da fila para assistir a mais um campeão de bilheteria. Os perdedores não eram apenas os que ali aguardavam a sua vez de entregar dinheiro, alma e mente ao guichê. A derrota é generalizada. Quanto mais alimento para a inércia intelectual de cada um, mais passiva permanece a massa. E se essa passividade não produzisse infelicidades tamanhas, não seria isto um problema.
Reconheço que me indignei. Que me indaguei por que as pessoas não acordam. Não percebem que esse consumismo letárgico não faz o mundo melhor. E não torna ninguém mais feliz.
Posso ilustrar. Triste e carente, passeei pelas gôndolas da loja que prefiro. Senti-me belo com aquelas roupas. Fiz as escolhas. Abri mão de algumas peças. Fui inábil frente ao caixa. Endividei-me. E saí dali pior do que entrei. Três peças de roupas não coloriram a minha alma. Não é comprando que conquisto felicidade. Se ela não vier de dentro, não poderá vir de lugar algum. E a felicidade só vem à tona quando estamos cientes do que somos. Perder-se. Errar explicações. Ir contra você. Culpar o alheio. Tudo isto, mais a busca por acessórios para a felicidade, é uma das causas do olhar tão triste. Da voz sem vontade. Dos gestos comedidos. Da ausência de palavras. Do furto das risadas. Enfim, nós somos muito mais do que meros consumidores. Somos humanos. Sentimos. Pensamos. Compramos. Existimos. Não somos tão inócuos como nos fazem. Pensemos nisto.



Invenção da felicidade

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Essas letras que aqui inicio se dão numa folha pautada. Eu numerei a página. Mas não é garantida a produção de diversas laudas. É bem possível que eu até desista. Não que seja um desejo. Trata-se apenas de algo absolutamente possível. A questão é que fazer o desejoso nem sempre é factível. Coisas da vida. Quase todos sabem disto...

Troquei. Deixei o livro de lado e tomei a caneta. Reli o primeiro parágrafo. Pensei nos inimigos. Os conhecidos, principalmente. Alguns que jogam suas frustrações nos outros. Usam de agressividade. Tentam desdém. E, debaixo de suas máscaras, acreditam competência no fingimento. Sem saber o quão incompetentes seguem na felicidade inventada.
O que faço aqui é buscar um único assunto. Não posso me negar o desejo interno. A imagem em minha mente dita um personagem. Sua utilidade se dá na ilustração de tipos que não contribuem para a harmonização de um ambiente. Ou de qualquer ambiente em que esteja. Onde for, vai consigo sua pequenez.
O ser humano prescinde de convivência em grupo. Isso não significa que todos estejam aptos para dividir espaços com outros. E, justamente estas pessoas, prisioneiras em um mundo próprio, são as que mais facilmente mergulham na infelicidade. Em suas mãos chaves que fecham portas.
Sei de exemplos. Utilizações de máscaras. Sorrisos que enganam. Expressões que fingem. E, sempre, inevitavelmente, atos que denunciam. Neles está a pessoa de fato. Se acaso ela não se percebe, maior é seu prejuízo. A conta vem. Invariavelmente.



Segurança com medo

sexta-feira, setembro 21, 2007 · 1 comentários

Texto derrubado do blog a pedido da leitora Luciane Melo, jornalista, 33 anos. Para obtê-lo escreva para o blog.

opinioesecronicas@yahoo.com.br


Adelcir Oliveira
Autor do blog



Defesa

quarta-feira, setembro 19, 2007 · 0 comentários

05Set2007 Portas cerradas. Estou comigo. Os demais só importam pela irritação que me tem. Não olho. Não quero ver. Faço do mundo o retângulo de pautas. O que resta não quero. Fico com essa limitação a qual me submeto. Mas essa imposição não é minha de fato.
Usamos momentos nossos como ilustração. Eu agora sou aquele rapaz do texto abaixo. Se não usasse de empatia teria me incomodado. Possivelmente entraria para o time do destempero. Felizmente, abracei a compreensão. Mas é fruto não apenas de observações interiores, mas também de um momento sereno.
Quero a liberdade. Dar a este texto um outro caminho. Não sei qual. E nem faço precisão de saber. Quero mesmo é olhar esta folha. Ouvir o passar das estações. Aquele refúgio. A casa. É isto. Só assim irei ausentar minha alma e descansar corpo e mente. O corpo recebe o produto da mente. Todo esse cansaço é fruto do estresse produzido. Parece que cada pedaço de músculo recebe a carga destrutiva. E todo o corpo segue cansado. O semblante é usado para não deixar dúvidas. De forma inteligente, a cara amarrada é usada para evitar aproximações. Vai ver que é uma forma de defesa. Como é este texto. Uma fuga. Um casulo. E, já disse, uma defesa.



Opção

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Havia, sim, um clima de ciúmes. Também, uma necessidade de competir. Mas a harmonia quis ser dominadora da situação. A sós, o papo minou o clima ruim. Perguntas. Respostas com embasamento. Um entendimento entre ambos.
Poderia ter sido diferente. A agressividade escolhida como opção única. O confronto. A destrutividade. Optar pela harmonia ajudou a todos. No final dos trabalhos, aperto de mãos e abraço sincero.
Talvez, quem sabe, não se tratou de uma opção. Não. Foi possível escolher. E isto se deu em função da alma serena e a mente sã. Do contrário, a beligerância dominaria. Armas seriam usadas. Olhares. Dureza na feição. Palavras. Tom de voz. O ambiente se contaminaria. Todos seriam atingidos. Derrota geral. Estresse absolutamente contornável.
Ela estava lá. Pivô do desconforto. Mas o outro agora se encontrava avisado. Uma aliança teria indicado o compromisso. Talvez ele não se mostrasse um tanto assanhado. Se comportasse, quem sabe, como quando foi noticiado da existência do casal.
Constrangimento no início? Má vontade? Rigidez no trato? Sim. Tudo isso. E o outro tenso. E ele sabedor do motivo. Mas talvez não fosse tanto assim. Quem sabe aquela tensão fosse obra da mente do rapaz. Talvez até tenha sido esta desconfiança que trouxe a harmonia. Capitaneada por ele, aquele que causou o desconforto inicial, cujo pivô fora ela.


opiniões opiniones

Não entendi nada! Acho que você está entrando numa nova fase como escritor..a da INTROSPECÇÃO e do MISTÉRIO!
Zenna Santos, Goiás



Espelho

quinta-feira, setembro 13, 2007 · 0 comentários

artimanhas da mente

No espelho a avaliação da estética. Cara de tal jeito, satisfação maior. Fora do reflexo, o jeito é gravar na memória a cara preferida. Por aí priorizar a aparência. Não importam simpatia e naturalidade.
Na avaliação insana, sorrir prejudica. Semblante amarrado é o preferido. Essa cara dura atrairá mais a admiração feminina. Vai também ser melhor arma para competir com tipos do mesmo sexo.
Após o plano estético elaborado, verifica-se a traição da estratégia. Por um tempo até funciona. É a forma de consolidar a trama. O indivíduo será agraciado o bastante. Seguirá prazeroso com a conquista de olhares. Vai ver que alguns nem são de admiração. Mas o personagem está consolidado. Olhos desviados ou não, pouco importa. Tudo é em função da beleza decretada. Se é da idade, não se sabe.
Vai o tempo. Logo vem a cobrança. Já chega de tanto prazer. Ta na hora das conseqüências. Quem manda exagerar?
Cai a ilusão. Vira inimigo o espelho. Cadê toda aquela beleza? Pra onde foi a pseudo-segurança? Mostra-se falso o alicerce, senão inexistente.
Ali, naquela carteira de escola, difícil é olhar a menina. Toda a insegurança. A dificuldade em manter cabeça erguida. Tudo se embaralha. Vai-se a máscara e não é reencontrada.
Turvam-se os dias. Busca frenética. Deve haver motivos. A luz artificial das noites. O corte de cabelo. O que será? A luz é logo condenada. Um culpado exterior tem que ser rapidamente encontrado. Cria-se, então, uma verdade.
Serenidade não há. O incômodo passa a ser transportado para o outro. Nem percebe o andar lento e sorrateiro da mente. Nem vê, vira prisioneiro. Gritou? Sim, a alma gritou! Muito!
Esforço para se desvencilhar da armadilha. Se houve trégua foi modo de iludir e aumentar o sofrimento.
Foi dura a constatação. Resignou-se à severidade do reflexo. Ali, diante da sua imagem, confessou o fim daquilo que lhe mantinha vivo. Que delineava o humor do dia-a-dia. Diante daquele que fora fonte de prazer, reconheceu o fim. Já não era belo e não havia garotas. Era o fim.



Educação psicológica

segunda-feira, setembro 10, 2007 · 0 comentários

12Ago2007 Escrever para expurgar. Aquele ambiente. A competição intensa, alimento das inimizades. Pessoas com baixa auto-estima. O uso da indiferença para atingir. Cada um e o desejo de “vencer”. A cada dia a derrota de todos.
Imaginemos uma empresa. Um ambiente harmonioso resultará em mais produção. Cada colaborador deve ser cuidado de alguma forma. O momento da seleção é importante. De qualquer forma, dar as costas aos pretéritos não é lá tão responsável.
Indagar. Por que será toda aquela competição? Será o modo de vida que nos é imposto? Fruto da frustração de cada um? Baixa auto-estima? É possível que seja a junção de cada ingrediente das indagações além de outros não citados.
Profissionais maduros. Amor próprio em equilíbrio. Concordância e discordâncias. A maturidade dando o tom da harmonia. Competência generalizada. Ninguém que usa da agressividade como arma de inclusão.
Fato exposto. Problemática sabida. Fácil tecer a crítica. Difícil trabalhar na construtividade da solução. Mas como ajudar aqueles que ignoram seu adoecimento?
Não se trata aqui de apontar culpados. A mente. Ela domina. Única "culpada". As pessoas do grupo que deram fruto a este texto nada mais são do que marionetes de mentes patológicas e almas adoecidas.
Poucas exclusões. Nem todos se contaminam. Somente os já adoecidos, os pré-dispotos. Enfim, é a saúde mental dos indivíduos não tratada como deveria. E o erro se inicia na escola, cuja presença de psicólogos é imprescindível, conquanto não sejam eles já adoecidos.



Invenção de tipos

domingo, setembro 02, 2007 · 0 comentários

Não são todos. Não sei quantos. Pode até ser que sejam todos mesmo. Não terei a conta. O fato é que inventamos personagens. Uma forma de nos amarmos. Ela se diz culta. A outra bondosa. Aquele, sereno. Há o educado. O galã. Tem diversas invenções de tipos. São pessoas ainda um tanto perdidas. Não miram a verdade no espelho. Inventam características. É o jeito de sobreviver melhor. E isso, na verdade, pode ser bom, senão fundamental. Tratam-se de artimanhas de nós seres humanos.
Muitas vezes quando o indivíduo escreve parece que ele se exclui de suas afirmações, mesmo que um tanto incertas. Os mais atentos desacreditam da exclusão. Escrever é muito falar de si. Pode até ser uma espécie de auto-crítica. Reflexão. Mas claro, pode que ser que as palavras não estejam discorrendo da alma daquele que escreve. Pode ele usar de impressões e observações. Acertar ou errar é uma outra questão.



Aproximações bem recebidas

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Ela, nem vi, aproximou-se do stand. Olhou os folhetos com olhos e mãos. Respondeu ao meu “boa tarde” com simpatia e naturalidade. Recebeu boa parte das informações que me pediu. Foi ficando e ali ficou, até que fomos embora juntos.
Tudo bem que ela não é de São Paulo. Mas mesmo os nascidos nesta capital, alguns poucos, são também extremamente comunicativos. Como aquele rapaz que logo no primeiro momento apertou a minha mão. Jamais me vira. Foi pró-ativo. Recebeu reciprocidade minha.
Essa coisa das pessoas se falarem sem medo é algo belíssimo. Não se trata de condenar os que se fecham. Na verdade, é possível compreendê-los. Não são todos que são ofertados por mentes amigas. Sentir raiva de pessoas com dificuldades aqui em questão, não passa de não auto-aceitação.
Eu e a moça simpática no metrô. Não deixei de avaliar sua beleza. O diagnóstico da aparência pouco importa. Foi de fato um momento de prazer. De certo, não se repetirá. Tem ela o endereço deste blog. Se vai visitar não é sabido. Tal imprevisibilidade é igual ao nosso bom papo. O fato é que é bom tratar bem aos que se aproximam com algo de bom. Cada um faz como quer.

caso queira, clique no título para ler Conquista por um não-olhar (e depois pelo olhar)



Nostalgias esquecidas

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Há alguma lembrança em mim. Sei que ela já derivou um parágrafo quase completo. Mas agora eu não me recordo dela. Quem sabe a soma de linhas resolva este lapso da memória minha...
Sei que eu tratava de algo belo. Que já se passou algum tempo. Não guardo a certeza se é referente a um terceiro ou a mim. A questão é que sinto a impossibilidade de lembrar agora...
Uma pequena parada no ato da escrita. O olhar para as coxas dela. Suas unhas escurecidas pela tinta do esmalte. Foi de certo uma tentativa de acerto. Mas ela, a memória, não meu sorriu. E assim segue o fato escondido em mim...
O que será que havia me recordado em outro momento? De certo, voltará em hora imprópria. É, vou abandonar esta empreitada. Ela me desgasta. Vejo aqui poucas linhas. Não me agradam textos curtos. Pra que imitar a memória que me nega nostalgia?
Antes de prosseguir, sou obrigado a fazer um adendo. Ao tirar do papel o parágrafo anterior, não entendera uma parte. A imitação da memória. Foi quando me lembrei da expressão memória curta. Está explicado.
Preciso ser justo. Há, sim, a oferta de um passado recente relacionado a um outro já distante. Já desejei escrever sobre ele. Se não o fiz, foi por que optei. E aqui sigo incerto. Vai o leitor contentar-se com nostalgia que se mostra como segunda opção? Será um texto de segunda?
Algum leitor pode me responder? Vou aguardar. Até lá, teremos duas nostalgias esquecidas. Pois a verdade é que no momento da digitação – agora – não recordo nem de uma, nem de outra.

caso queira, clique no título NAQUELE MOMENTO



Alívio para os olhos

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Preciso ir a uma loja. Sei que é naquela rua. Mas onde está o comércio procurado? Vejo várias portas de comércio. Todas sem fachadas. O prefeito mandou cumprir a lei. Quem ofende o espaço visual coletivo que se reenquadre. Por enquanto, nada de a loja ser encontrada facilmente.
A lei Cidade Limpa faz um tempo segue sendo aplicada. Estabelecimentos comerciais ainda se enquadram. A dificuldade maior fica para as grandes redes, pois possuem padrão em suas fachadas.
A população aprova. Este blog apóia. A boa estética contribui para o bem-estar da população.
Aqueles que resistem são os que não possuem visão coletiva. Há até um deputado da base de apoio do prefeito que entrou na justiça para ganhar o máximo possível de tempo de exposição. Um ato contrário à vontade pública que poderá ser um tiro no pé.
Outro dia conversava com um artista plástico. Realizávamos um trabalho juntos. Explicava-me o jovem artista sobre a importância da estética no mundo atual. Mencionei a lei Cidade Limpa que vai nesta direção. Um momento muito positivo para São Paulo.
O prognóstico feito por especialistas – e qualquer pessoa com boa observação – é o ganho visual das lojas. Muitas investiram na construção de um layout belo que chame a atenção. Isso significa a adoção de formas e cores em toda a frente da loja, um modo de se destoar de forma bela, e que já segue ocorrendo. Nisto ganha a cidade. Daqui em diante, as lojas poderão ser tornar bons colírios. Esperemos que elas consigam agradar a olhos e bolsos.

caso queira, clique no título para ler UMA NOITE NO CENTRO VELHO DE SÃO PAULO



Massa desligada

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30Set2007 Esse ritmo da vida. Não é sempre que agrada. Mas hoje ele me aborrece. Não nego uma chateação. Saber que uma empresa – que não está isolada no ato – segue demitindo funcionários operacionais simplesmente por que estes têm tem casa maior é desanimador. É uma desconsideração dos diretores de empresas assim. Um desprezo pelo trabalhador, um descaso com o social.
As empresas grandes funcionam assim. Um funcionário nada mais é que o número em seu crachá. Não importa se o indivíduo deu parte deu sua vida à firma, se vestiu a camisa. O fato é que ele colaborou para o crescimento dos negócios. E agora simplesmente não serve mais. E jogado fora...
Certa vez um parlamentar brasileiro elaborou um projeto em que obrigava a empresa conseguir uma recolocação antes de demitir um funcionário. De certo, o projeto não vingou. Mas se isto partisse das próprias empresas, funcionaria como um ótimo marketing. De qualquer forma, creio que há empresas que façam isto. Desconfio ligeiramente, pois há excelentes empresários neste país.
Pensemos. A massa trabalhadora é uma massa de consumidores. Segue absolutamente dispersa pelo individualismo disseminado pela mídia. Como consumidora essa massa possui amplo poder. Mas este poder segue desligado, adormecido. Unindo os que têm emprego com aqueles que procuram uma vaga, teríamos uma massa forte o suficiente para pressionar governos, partidos, instituições democráticas e empresas. Mas como fazê-lo?

caso queira, clique no título do texto para ler "Gigantes adormecidos"



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Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
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