Naquela empresa - Texto 1

quarta-feira, agosto 30, 2006 · 0 comentários

Este texto trata-se de uma introdução. Leva o nome de “Texto 1” como uma forma de diferenciar. Algo que gosto. Sem deixar de ser influenciado pelas referências. Precisamos delas.
“Naquela empresa” se dividirá em alguns textos. Não sei quantos. Neles, as minhas impressões sobre aquele lugar hostil e de pouco carinho entre as pessoas.
Foram cerca de quatro anos. O desejo de libertar-me acompanhou-me fielmente. Sim. Aquilo era uma prisão. Não estudar era uma forma de se manter condenado. Felizmente, fiz caminhos ao caminhar. Vai ver que escrever é uma forma que encontrei de libertar a minha alma que, de certo modo, presa está àquela empresa. A introdução está pronta.



Naquela empresa - série de textos que serão publicadas

segunda-feira, agosto 28, 2006 · 0 comentários

“Naquela empresa”. Título de uma série de textos que irei publicar. Neles, contarei as minhas impressões sobre os meus quatro anos naquela empresa. Não sei ao certo o que tecerei. Certamente, falarei das pessoas. Do ambiente. Das opressões. Das diferenças. E da minha adaptação. Esta que garantiu a sobrevivência do meu ego em meio a um ambiente de não amor. Disputa e muita inveja.
O número de textos não está definido. Não haverá um título para cada um deles. Apenas vou diferenciá-los com o número. O primeiro deles, que é uma introdução, será “Texto 1”. E assim se dará sucessivamente.
Espero que estes textos produzam muitas identificações. Isto é o que este blog procura fazer. De um modo sincero. Enfim, espero que gostem. E que não gostem.



Não sei o título

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Antes de iniciar, uma satisfação. Estou estático. Mão que segura a caneta apóia o queixo. Olhar pela ventana. Parece que lá fora nada me incomoda. Vai ver que é por isso que nada escrevo agora. Busco pautas com os olhos. Mas parece ser mais fácil textos que partem de incômodos. Mas isto não me é regra.
Eu queria adentrar por caminhos poéticos. Neste texto. Que construo. E que vai sem rumo. Diferimos nisto. O meu rumo é certo. Meu horário está determinado. Neste momento, não sou livre. Sou da empresa que me emprega.
Mas se a poesia não vem, que faço? Implorar à minha alma de nada adianta. Espontaneidade que é bom. Mas ela adora se esconder. E ai obriga-me a me revirar. Encontrar algumas poucas palavras restantes no fundo de mim. Eu faço a busca. Insisto. Pego a palavra que surge. Não nego. E só assim. Apenas assim. É que escrevo.



Um parágrafo a mais (texto de um outro momento - recente)

sábado, agosto 26, 2006 · 0 comentários

Vou para o trabalho. Não busco pautas. Pouco observo. Dou conta que já faz dias que não escrevo. Não sei quantos. Uma inquietação assombra-me. O que terá mudado em mim? Não consigo mais “tecer o presente”?
Lá no outro coletivo aquela conversa. Dois desconhecidos. Uma boa pauta. Mas se eu prestava alguma atenção, não imaginava construir um texto a respeito. Daí, indaguei as razões desta negativa. Respostas, não encontrei. E assim prossigo. Nada narro sobre o episódio. A pauta interessante: desconhecidos que se falam. Carência? Simpatia? Bem estar com a vida? O quê?
Este texto não passaria de dois parágrafos. Mas ao fazer uma releitura para a devida publicação, percebi que faltava algo mais. Não sei se o que falta será dado aqui neste parágrafo. Na verdade, não carrego comigo esta preocupação. Quero apenas escrever um pouco mais. De um modo livre. Descomprometido. Acho que é isso. Descomprometimento. Precisamos disto. Para relaxar. E viver de um modo mais intenso, por exemplo, os momentos juntos aos amigos. Bom, é isso. Talvez não precise de mais um parágrafo este texto. Acho que não precisa mesmo.



Palavras a esmo

quarta-feira, agosto 23, 2006 · 0 comentários

Data real do texto: 07Agosto2006

Ônibus parado. Pessoas entrando. Terminal. Sol e calor. Mulher de saia. Bumbum destacado. Olhar lascivo. Jornal para ler. É de ontem. Opção por escrever.
Falta de conexão. Segue o texto. Palavras a esmo. Escrever o que vier.
Ônibus. Movimento. Bela mãe que passa pelo corredor. Carência. Brisa. Refresco. É inverno. Contradição da natureza.
Ônibus. Outro. Sono que veio. Não ficou. Desejo não atendido. Olhos fechados. Em vão.
Pela manhã. Faculdade. Quarto semestre. Primeiro dia. Olhares sem afeto. Diferenças não aceitas. Divisões. Ilustração do mundo. Sem solução.
Parágrafo último. Tem que terminar. Se essa é uma lógica da natureza, não sei. Sei que é uma lógica do ser humano. Termina.



Personagens parecidos. A vida como um filme

segunda-feira, agosto 21, 2006 · 0 comentários

Tenho muito papel aqui. Uma caneta que comprei há pouco. O desejo de escrever. A longa viagem. E o repertório desta metrópole tão injusta.
São Paulo é isso. Muito assunto. E não precisa ser novidade. A mesmice pode receber um olhar diferente.
Aqui no ônibus. O que temos? Passageiros. Bancos. Corredor estreito. Motorista e cobrador. Mau humor. Há outros detalhes. Deixo para vocês. Imaginação.
Mas o que temos aqui também são somas. Graus de felicidade. Um mais. Outros menos. Outros nem. E isso me é interessante. Não se trata de altruísmo. Realidades são como são. Podem ser mudadas. Mas gosto de ver tudo isso como um grande filme. Onde até o sofrimento é belo. Depende do ângulo.
Assim, os diversos personagens seguem “juntos” nesta viagem. Na verdade, é cada um na sua. Ninguém puxa assunto. Isto ocorre raramente. Mas é exceção.
Neste isolamento todo, seguimos viagem. Rumos diferentes. Pensamentos desiguais. Mas o fato é que há muito de parecido entre nós. O que muda é como convivemos com o que temos de similar com o outro.



O sonho e a dura realidade

sábado, agosto 19, 2006 · 0 comentários

Data real do texto: 16Agosto2006
Agora. Não quero pensar no futuro. Assusta-me fazê-lo. Sei que não estou sozinho neste conflito. A resenha deste blog esclarece o porquê desta afirmação.
Não gosto de pessoas frias. Mas sou obrigado a ter com elas. Falo com ele. Necessito dar satisfações. Absoluta obrigação. Por mim, jamais lhe daria nem mesmo saudações de quem chega.
Outro dia. Reflexões. Será que ele não está certo na frieza? No desprezo? Na arrogância? Afinal de contas, quantos não são apunhalados quando tratam os demais com carinho e afeto verdadeiro?
Sei como é ser apunhalado. O ser humano é imprevisível. Necessário percepção do uso das máscaras. Observar. Verificar. Palavras e comportamento. Coerência.
Aprendi uma lição recentemente (sigo crescendo). Não podemos entregar segredos tão inocentemente. As pessoas adoram ouvi-los. Depois os utilizam contra nós. Destrutividade. Infelicidade.
Não quero aqui vender alma pura. Já se foi o tempo em que eu me via como vítima. E foi muito bom descobrir minhas facetas de vilão. É absolutamente necessário saber os nosso defeitos. Só assim para corrigi-los. Obviedade.
Sinto-me fragilizado. O mundo me parece cinza. As pessoas tristes. Massacradas. Exploradas. Sei que estou negativo. E muito sei que transfiro as minhas dores internas para a humanidade. Momento.
Sou um sonhador. Talvez eu viva mais nos sonhos. E finja não ver a realidade. E quando entro em contato com ela, adoeço.
E quais são meus sonhos? São simples, na verdade. Possíveis. Não é muito querer um bom emprego. Reconhecimento profissional. Uma bela mulher ao meu lado. Ela também bem sucedida. Uma casa para nós. Nosso carros. Cão para alegrar. Filhos, quem sabe. Amor. Muito amor. A sensação deliciosa da volta para a casa. E encontrar a felicidade da mulher amada. Mas isso é sonho. A realidade é outra. E ter com ela diariamente é fruto de dor.
Positivismo. O sofrimento faz crescer. Talvez até nos torne menor em alguns casos. Revolta. Espero adentrar o caminho do crescimento. E quem sabe um dia flertar com o alívio. E ao chegar a casa, encontrar tudo o que hoje é sonho. Que duramente parece tão distante...



Carona (texto de uma leitora que prefere o anonimato)

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- Moço, dá uma carona!

O rapaz olha a mulher ali ao lado do carro e como lhe parece familiar, diz que sim. Gentilmente abre a porta.
É noite. Fim de expediente. O cansaço fica evidente no modo como seus olhos se encontram com os dela. Nada de avaliação. Apenas indagação quanto ao destino da carona. É cuidadoso ao retirar o carro do estacionamento, acena amistoso para o vigia. Agradecimento. Rotina.
O trânsito exige toda a sua atenção. A hora do rush já passou, mesmo assim o fluxo continua intenso nessa cidade que não dorme nunca.
Tece algum breve comentário sobre esse ou aquele ponto da cidade. Ela reclama do calor que assola a metrópole nos últimos dias. Ele responde que esse fenômeno tende a piorar daqui até outubro.
Sua atenção continua no trânsito. A atenção dela se concentra em suas mãos ao volante. Mãos firmes e ao mesmo tempo gentis. Dirige com a perícia de quem está acostumado a transpor barreiras sem, no entanto, atropelá-las. Uma faixa para pedestres. Freada suave. O fluxo segue e são levados por ele. Um motoboy passa 'costurando' o trânsito. Ela se assusta. Ele apenas ri e comenta que a velocidade da vida às vezes nos faz cometer imprudências. Isso não apenas no trânsito!
Ela observa seu perfil. Queixo firme. Boca bonita. A barba está começando a despontar. Olhos expressivos que mesmo atentos possuem uma doçura misteriosa. O movimento nas calçadas não escapa à sua percepção. Comentário breve sobre uma peça que está em cartaz. Ótima, diz ele.
Ela flagra um meio sorriso, quando diz a ele que nunca foi a um teatro. Ele diz que isso o faz lembrar de alguém. Os dois riem.
A viagem continua. O celular toca. Ele atende, e educadamente diz que está no trânsito. Retornará a ligação mais tarde. Novamente suas mãos se tornam o foco da atenção dela. Quando muda a marcha o faz com naturalidade e leveza invejáveis. Ela fica imaginando que da mesma maneira com que dirigiria um Jaguar, aquele homem dirigiria um fusquinha, sem que o ego afete sua maneira de ser por conduzir esse ou aquele carro. Ela olha através do vidro e conclui que uma das melhores maneiras de se analisar como uma pessoa conduz sua vida é vendo como ela se comporta no trânsito.
Ela sente que sua admiração por ele cresce à medida que observa seus movimentos. Respeito ao pedestre. Nada de buzinadas e freadas bruscas. Segue o fluxo e nos momentos decisivos faz o que tem que ser feito. Ultrapassagens seguras.
Farol fechado. O tamborilar dos dedos no volante é o único indício de sua pressa.
A imaginação fértil da mulher se põe a trabalhar e visualiza aquelas mãos com uma certa impaciência despindo o corpo de uma mulher. E não consegue evitar um meio sorriso. Com certeza, pensa ela, a perícia e suavidade continuam elementos comuns nesse outro segmento.
Há algo de sensual na maneira como ele massageia a nuca. Músculos cansados. Outro farol. Ela sente seu perfume e se pergunta como alguém pode sair de um dia de trabalho e ainda conservar aquela aura de masculinidade, aquele cheiro gostoso de homem bem cuidado.
A viagem está terminando. Ela tenta prolongar aqueles momentos indagando sobre sua vida. Ele diz que sua vida, no momento depende de um banho relaxante, cama e um bom livro! Ela sorri. Identificação de gostos. Divergência de rumos. Ele pára o carro. Ela agradece a carona de modo formal. Diz que ainda segue rumo a um ponto de ônibus próximo. Mas não lhe informa que tomará ainda naquela noite um avião rumo a Goiás. Aperto de mãos. Quase cede ao desejo de passar a mão pelo seu rosto ao dizer novamente: obrigada!
Não fica bem... Sai do carro. Fecha a porta com delicadeza. Sorri e acena um adeus. Ele corresponde. O cansaço ainda está lá naqueles olhos, mas algo mais lhe chama a atenção. Avaliação. Um segundo de reconhecimento como se pensasse: de onde mesmo me lembro dessa mulher?
O sorriso íntimo dela se intensifica, pois ele não reconheceu a passageira de muitas viagens de ônibus, de trem ou metrô. Alguém que esteve muitas vezes por perto. Uma integrante de seu intenso e delicioso mundo virtual.



Fragmentos de observações à janela do ônibus

quarta-feira, agosto 16, 2006 · 0 comentários

Inverno. Calor. Camiseta. Papel e caneta. Ônibus. Rotina. Observar. Gosto. Intuição. É o que uso mais. Agrada-me. Sentir é melhor que ver.
Lá fora o trânsito. Eu dentro dele. Lentidão. Catalisadores diminuem a emissão de poluentes. Tecnologia e meio ambiente.
Carros. Retrovisores. Jovens penduram produtos. O motorista quase sempre não desce o vidro.
Farol. Não abriu ainda. Os vendedores maltrapilhos correm e retiram suas mercadorias. Vendas difíceis. Vida difícil.
Faróis. Circo nas ruas. Alguns, profissionais. Há crianças também. Malabarismos desajeitados. Alguém ganhando. Exploração infantil.
Volantes e aceleradores. Agressividade. Momento patológico. Palavrões. Narizes empinados. Faces endurecidas. Personificação. Fora do carro, outra pessoa. Mas há os normais. Ou próximo disso, melhor dizer.
Faróis vermelhos. Infrações. Radares. Medo. Setas não dadas. Problema de comunicação. Faixa para pedestre. Motoristas deseducados. Multa.
Há belezas no trânsito em São Paulo? Há. O motorista dá a vez ao outro. Buzinadinha cortez. É o “obrigado”. Diminui a velocidade, tem pedestre na pista. Paqueras. Há belezas, sim. Raras, mas há. Com relação a respeitar o código de trânsito, não se trata de algo belo. Nada mais é do que obrigação. O medo da repreensão dita tal respeito.



Títulos

segunda-feira, agosto 14, 2006 · 0 comentários

Título. Vem após o texto pronto. Necessária uma releitura. E de dentro do texto extraí-lo. Quase sempre não há dúvidas. Vem rápido e certeiro. Pode ser que haja equívoco. No mais, tem agradado.
Escola. Redações. Títulos, sempre a dúvida. Melhor escrever primeiro. Aprendizado.
Provas. Redações com temas impostos. Prisões. Seguir à risca a imposição do tema. Bom comportamento. Boa nota.
Blog. Às vezes paro e penso qual título. O texto pronto. Tal escolha só é feita quando digitalizo os textos. Aqui no papel, preocupações apenas com os parágrafos.
Ainda o blog. Gosto dos títulos. São sugestivos. Agrada a vocês. Equívocos. Há com certeza.
O título deste texto não me será difícil. Já o tenho antes de terminar o texto. Isso ocorre algumas vezes. Não sei se é bom. Pode ser que a construção dos parágrafos perca um pouco da liberdade. E então o texto passe a ser feito apenas em função do título. Confesso que não sei se é ruim ou não. Talvez isto nem importe. O que vale é um bom texto. Este está pronto. Se é bom, eu não sei. Mas sei. Do título.



A realidade dos parágrafos

sábado, agosto 12, 2006 · 1 comentários

O primeiro parágrafo normalmente é o mais difícil. Nem sempre sai fácil. Quantas vezes não estamos vazios? Daí o início pode ser sem graça e superficial. O primeiro parágrafo, muitas vezes, é um grito de liberdade. Da falta de inspiração. Ou quem sabe da falta de competência.
Depois que o primeiro parágrafo se vai fica mais fácil. Repentinamente surge alguma idéia. Daí é só discorrer. Deixar a caneta correr livremente. Abrir a alma. E rumar para o parágrafo seguinte.
O terceiro parágrafo começa meio ressabiado. Se a idéia não tomou corpo no parágrafo antecedente, a qualidade deste fica comprometida. Então ele segue meio tímido. Empurra a responsabilidade para frente. Logo anuncia o parágrafo seguinte.
Nesta angústia entre os parágrafos, o quarto já nasce conformado. Já sabe que a falta de graça vai ficar quase toda com ele. Seu conforto é torcer por um quinto parágrafo. E daí torcer que o próximo seja muito pior que ele.
Quem achar que esse já nasce morto, precipita-se. Pois o último nasce com maiores chances de dar certo. É como se ele aprendesse com os erros e acertos dos parágrafos anteriores. Então se anima. Sente-se sereno. Aposta que vai dar certo. E não se preocupa se vai ser melhor ou pior que os que os antecederam. Aí reside o seu segredo. Daí ele dá fim ao texto. Como agora.



Risadas no velório (fato verídico)

quinta-feira, agosto 10, 2006 · 1 comentários

A notícia inesperada. Os amigos não se conformam. Ainda era jovem. Logo o ocorrido se espalha. Uma das amigas. Ela telefona para fazer a informação ir adiante. O receptor do primeiro telefonema fica estarrecido. Amanhã ele vai para uma mesa de cirurgia.
A amiga informadora segue para o velório. Perde-se por esta São Paulo confusa. Incomum é não se perder. Comete uma infração de trânsito. Celular e direção. Mas não consegue ter com o possível orientador. Permanece perdida.
O rapaz da cirurgia telefona para ela. Sua operação fora desmarcada. Problemas estruturais na rede estadual de saúde. Ele está no cemitério. Perdido. Ela o orienta a localizar onde são feitos os velórios. Assim ele o faz.
Lá está o caixão. Em pé, ao lado do morto, o morto. O rapaz da cirurgia desmarcada estremece. O morto por engano acena com a mão. Perdido, o rapaz indaga quem morreu de fato. - Meu pai, responde aquele que permanece vivo. Tudo não passara de um engano. Ruído na comunicação.
E a amiga, onde está? Finalmente ela encontra o endereço procurado. Logo é avisada do engano. Difícil para ela não rir. Abraça o amigo que não se fora. E lhe confessa a graça da situação. Risadas no velório.



Motivo para manter o casamento: filho. A outra mãe fez diferente

terça-feira, agosto 08, 2006 · 1 comentários

Ela chora pelos cantos. Mistura ódio e amor para com o marido. Está ao seu lado por um motivo: o filho. Segue infeliz. E sacrificadora de sua alma. Muitas estão assim. Isto é apenas ilustração de uma realidade feminina.
Uma agenda delatou a traição do marido. Imaginar o que ele sentiu enquanto estava com a amante é motivo de dor para a esposa traída. Dor que a visita diariamente. Que se expande ao fazer amor com ele e imaginá-lo pensando naquela que foi amante por um dia (ou mais).
Separar-se seria o mais razoável a se fazer. Contudo, a simplicidade das palavras não combina a crueza da realidade. Quase todos sabem como é romper.
Um filho. Este ama o pai. Chora com a ausência paterna por viagens a trabalho. A mãe imagina o sofrimento do filho com uma separação. Por ele, sacrifica a sua felicidade.
Exponho o caso para uma mãe de três filhos. Separada do marido, ela vive o inverso da questão de certo modo. As crianças estão com o pai em outro estado. E esta mãe é para eles uma heroína.
Ela não concorda com a outra do início do texto. Não foi traída. Separou-se do marido ao saber de suas verdadeiras predileções sexuais. Não foi fácil para ela. Lidou com a decepção. Crises emocionais como conseqüência.
Elementos aqui para comparar. Atitudes diferentes. Uma está feliz. A outra segue infeliz. Vive um conflito. Fia-se ao trabalho. Ama o filho. Os dias de amanhã não lhe vêm muito belos. Fica aqui a pergunta. E agora mulher?



Cargos comisionados. Herramienta de corrupción

segunda-feira, agosto 07, 2006 · 0 comentários

Los cargos comisionados son una de las grandes herramientas que alimentan la corrupción en el Brasil. Los países más desarrollados tienen 100,200, 300 cargos comisionados. Solamente el gobierno federal brasileño tiene 19.600 vagas de trabajo para personas no concursadas. Estos cargos son distribuidos de una forma más política que técnica. El gobierno hace esto como una moneda de cambio por ele apoyo político. Así, la competencia de el funcionario nos es el principal requisito para la formación de la equipe de trabajo.
Por una infelicidad, el gobierno Lula no hizo nada para reducir los cargos comisionados. Hizo la opción por distribuir cargos para sus aliados. Así, perdió la oportunidad de hacer combate contra la corrupción en el funcionalismo público.
Quizá el próximo presidente haga una disminución en los cargos comisionados. Hasta acá, solamente leí propuestas de la candidata Heloísa Helena – PSOL/ AL que propone disminuir los cargos para 200. ¡Excelente propuesta!



¿Qué hago?

sábado, agosto 05, 2006 · 0 comentários

A mi me gustaría dibujar. Pero yo lo no sé. Entonces escribo. Hago una búsqueda interior. Quién sabe viene palabras. Es posible que yo mire por la ventana. Con la esperanza de obtener palabras. Pero esta mira no logra suceso. ¿ Qué hago?
Bueno, no sé lo que hacer. Entonces preguntome. ¿ Por qué escribo? ¿ Sólo por escribir? Mejor parar. Sí, es eso que voy hacer. Escribir ya no me vale más. No hay lo que decir. Listo. No escribo más. Por ahora.



Marca do Serra na administração de São Paulo

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Estou no ônibus Capelinha-Terminal Bandeira. Exatamente a linha que teve um de seus veículos acidentado. Caiu de uma ponte e invadiu uma casa. Como aquele, este veículo também é basculante. O motivo alegado: falha mecânica.
O coletivo em que me encontro não é muito novo. Mas não está aos pedaços como outros que andam por aí. Mas vale dizer que boa parte dos ônibus que vejo nesta metrópole está em bom estado de conservação.
O ex-vice Kassab – PFL/SP - não precisa manter a marca de deterioração do transporte público em São Paulo. Façanha esta imprimida por José Serra – PSDB/SP. Já que o primeiro deseja a reeleição, que não cometa os mesmos erros do segundo. Espero que tenha aprendido.



Veículos de São Paulo: redução da emissão de poluentes

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A queda na emissão de poluentes dos carros em São Paulo é bastante sensível. Milhares de pessoas deixaram de contrair doenças pulmonares. E muito dinheiro da saúde foi economizado. Isto se deu em função do desenvolvimento tecnológico na indústria automotiva. A simples instalação de catalisadores nos carros contribuiu para a redução drástica da poluição atmosférica.
O ser humano faz parte da natureza. Esta precisa ser respeitada. Medidas que resultem na preservação do meio ambiente devem ser imitadas por todas as sociedades.



Condenados. "Previsões". Loteria. Enganos.

sexta-feira, agosto 04, 2006 · 0 comentários

Ali, os bancários seguiam seus trabalhos repetitivos. Os caixas sentados. À frente deles, um vidro que mantém a distância do cliente. Observo. Parecem-me que foram condenados. A pena: ficar preso à cadeira. A corrente: a carga horária a ser cumprida.
Diversos são os tipos de trabalhos. Alguns são interessantes. Poucos são os que permitem ao trabalhador crescimento social A maioria é para subsistência.
Vocês que acabam de nascer. Saibam. O trabalho vai escolher vocês. Tratá-se de uma loteria. Poucos terão sorte. A maioria vai ser mão-de-obra explorada. E saibam, vocês farão pessoas ricas mais ricas. Seja trabalhando para elas. Ou consumindo o que as estratégias de marketing de suas empresas determinam.
A maioria de vocês vai ler pouco. Quase não vai consumir cultura de boa qualidade. Vai ser anestesiada pela Indústria Cultural. Vai votar em homens corruptos.
Mas saibam. Alguns vão se safar. Vão ter uma boa condição social. As benesses do Capitalismo vão agraciá-los. E alguns poucos trabalharão no que gostam.
Agora, digo a vocês. A felicidade independerá do lado que vocês caírem. Sei que vocês vão aprender que o dinheiro é o mais importante. Que o vencedor é quem deve ser admirado. Mas devo dizer. Isto é fato. Alguns vão descobrir que tal pensamento não passa de balela. Estes é que estarão próximos da felicidade. Com tudo dito, posso me enganar em uma ou outra “previsão”. Saibam. Vocês também vão se enganar. A vida toda.



Rotina de volta. Vice titular. Natureza desrespeitada

quinta-feira, agosto 03, 2006 · 0 comentários

Faz tempo que não escrevo à janela de um ônibus. Hoje, volto a fazê-lo. Isto significa que a minha rotina está de volta. E fica claro que ela não me desagrada. Pelo contrário, seu retorno é motivo de prazer para mim.
Estamos no inverno. O sol arde. Algo está errado. A natureza responde aos desmandos dos homens. As conseqüências serão inevitáveis. Quem sofre primeiro: os pobres.
A cidade é a mesma. O vice virou titular. Não precisamos esperar muito. Seu partido não tem um bom histórico.
Sei que me apresso. Preciso de mais coletivos para escrever. Assim, prossigo na viagem. E encerro este texto. O sol arde. O vice é titular. A rotina está de volta.



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Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
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