Não se preocupem com o final

domingo, julho 30, 2006 · 0 comentários

Por um momento hesitei. Duvidei uma caneta. O desejo veio logo. Escrever. Assim quem me sentei tencionei fazê-lo.
Os vidros da janela mostram-me a cidade molhada. A noite é agradável. Não para todos. Pois o dia foi de transtorno para muitos. Fora isto, não são todas as almas que estão mergulhadas na felicidade.
Paro um pouco para flertar com a cidade. Volto no parágrafo seguinte...

Não duvidei que eu voltaria. Se as palavras não vinham, não me saiam da mente. As palavras não cessaram. Não fiquei com a caneta tampada. Sei que olhei para ela a vi como uma caixa mágica. Cheia de palavras. Então, abri para libertá-las.
Por um momento julguei que não voltar seria interessante. Inusitado. Chocaria o leitor. Contudo, escrever me é imperioso.
Não escrevo muito sobre a cidade. Um fato inusitado, um acidente talvez, não me faria descrevê-lo. A preferência seria escrever sobre o que não vejo. Mas sim o que sinto. Como sinto esta cidade. Contudo, não vejo a cidade com o coração. Assim, deixarei de lado esta metrópole que me tem.
A primeira viagem vai se encurtando. Preciso fazer outra pausa. Muito possivelmente não terminarei este texto...



Infelizes e medíocres

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Corrupção. Um dos males do Brasil. Quantos dentre nós são corruptos? O jeitinho brasileiro. Quem perde? Todos nós.
Faz um tempo. Li uma pesquisa. Somos o povo, entre os países da América Latina, que menos confia um no outro. Motivo: desonestidade generalizada.
Como combater a desonestidade no Brasil? Não sei ao certo. Investir em educação basta? Temos que lembrar que os mais corruptos andam engravatados e com carros importados. Possuem mais anos de estudo.
Família. Talvez a solução. Princípio, ao menos. É necessário que as famílias sejam estruturadas. A raiz do problema. Desestruturação delas, diversas consequências maléficas para a sociedade. E as vítimas somos todos nós.
Melhor ser honesto. Todos ganhamos. Fora o prazer pela dignidade. E aqui a pergunta: o que valem boas roupas, propriedades, se o indivíduo é um desonesto? Na valem nada! As posses não são a maior riqueza. Caráter. Dignidade. Serenidade. Coletivismo. Outros mais. Estes sim, são os nossos tesouros.
Falo sozinho? Não! Muitos que pensam como eu estão por aí. Uma parte deles vai ler este texto. Os corruptos, se acaso lerem, darão de ombros. E rirão infelizes e fúteis. Bem como, medíocres.



Orçamento nas mãos apenas deles?

sábado, julho 29, 2006 · 0 comentários

Metrópoles. Diversos aspectos interessantes. Transporte público. Poluição visual. Infra-estrutura. Arborização. Limpeza. Habitação. E até detalhes, como as calçadas e fachadas de lojas.
Extremos. Diferenças sociais. Injustiças. Voluntarismo. Complexidade. Honestidade e desonestidade. Luxo e simplicidade. Uma metrópole é uma reunião com alguma união.
São Paulo. Não nego meu amor. Sonho com a sua melhoria. A solução da questão habitacional. Que bom seria não haver mais favelas. Será possível? Quem atrapalha? Os corruptos? Os governos indiferentes?
Toda metrópole tem um grande orçamento. Este fica nas mãos de um grupo de indivíduos eleitos pelo povo. Sozinhos, decidirão como gastar tais recursos. É possível que se favoreçam de alguma forma. Um contrato para um empresário amigo. Uma propina. Enfim, um caldo de corrupção.
Pensemos: de quem é a cidade? Só deles? Somos lembrados apenas para escolher qual grupo que vai se dar bem? Não é pouco para nós? Afinal de contas, quem é que mantém a cidade viva? Quem trabalha? Quem consome? Só eles? E nós? Ora, por que deixar tudo nas mãos deles? Que tal pensarmos nisto?



Especialidade das mulheres

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Vou falar das mulheres. Quem não gostar, pare por aqui. É o aviso gentil. O tempo de todos está curto. Sei como é.
Já faz um tempo. Aprendizado. Melhor uma única mulher. Tê-la pouco a pouco. Entregar-se para ela no mesmo ritmo. Troca igual. Pois igual nós somos. Falo como seres humanos. Que merecem respeito.
Uma mulher. Ama seu parceiro. Brilho no olhar. Abraço verdadeiro. Carinhos. E atos amorosos intensos.
Uma mulher bem amada. Sua entrega é inexplicável. A mulher como única. Tratada na sua especialidade. Esta mulher. Pense. Ela guarda segredos maravilhosos. Ser digno deles é o que vale. Para que tantas mulheres se em uma há várias? E aí reside um encanto feminino.
Descobrir as facetas de uma mulher. Obra que poucos homens aprendem. Ensinaram-lhes a variedade. Furtar-se de conquistar o coração de uma única mulher. Estes homens aprenderam a gostar de fazer sexo com as mulheres. Não gostam delas de fato. Não conhecem a mágica que elas têm. Seguem com seus egos alimentados. E a fama entre os “amigos” garantida. Mais felizes são aqueles que conquistam a mulher no seu todo. E isto é algo inexplicável. Melhor parar por aqui. Palavras já não há para explicar a especialidade delas.



No importa como. Lo que importa es hacerlo

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Martes. Dos horas de la mañana. Algunos textos producidos. Una lectura después. Y un pensamiento ahora.
¿Lo que hacen las personas de todo el mundo ahora? El mundo no hace parada. El sigue su ritmo. Y, en cada ser humano, una realidad. E esto es muy interesante.
Unos sufren. Otros riñesen. Hay muchas otras realidades. Ha bellezas. Hay tristezas.
Escribir esto es como entrar en contacto con cada realidad. Es como sentir un poco el mundo. Porque no podremos vivir en bollas. No es posible olvidar las personas. El individualismo torna nuestras vidas más pequeñas. El pensamiento en el todo alimenta nuestras almas.
Lo que quiero decir es que es mejor que hacemos lo que es posible para que él mondo sea mejor para todos. Cada un de una forma. No importa como. Lo que importa es hacerlo.



Respostas lá na frente

sexta-feira, julho 28, 2006 · 0 comentários

Para. Penso. Por que insistir em escrever? Já não basta o que já escrevi há pouco? Deve haver algum motivo. Vai ver que ao escrever eu descubro. A vida é assim. O caminho se faz ao caminhar. É um ensinamento. É o que faço aqui. Caminho com palavras. Sigo em direção ao fim. Vou tranqüilo. Não há pressa. Deixar, quem sabe, um pouco de mim. Mas por que fazê-lo? Será que um pouco de mim interessa à vocês? Não estou querendo me livrar de algo que eu não sei o quê? Quem sabe? Vocês sabem?
Não tenho respostas. Tenho palavras. Que não se tratam de uma propriedade particular. Melhor assim. A comunicação é troca. E isto faz bem à alma. Fica aqui meu repúdio contra o egoísmo.
Após o repúdio, já posso parar? Será que frustro vocês? Será que esta leitura foi proveitosa? Façamos o seguinte. Deixemos esta indagação sem resposta. Às vezes as respostas vêm lá na frente. Quando então passamos a saber se valeu à pena ou não.



CAFÉ COM ESPERA

terça-feira, julho 25, 2006 · 5 comentários

Café com a amiga. 1h de espera. O trânsito castiga a bela moça. Um motoqueiro que cai na 23 de Maio. Uma avenida sem faróis. Onde o trânsito não pára. O jeito é fazer algo desagradável. Esperar. Vitrines enquanto isso. É num templo de consumo que estou.
Sapatos. Jeans. Camisas. Blusas. Relógios (mas eu não uso!). O stress da espera. O cansaço que se anuncia. Café com pão de queijo, uma mesa e cadeira.
Volto a caminhar pelo shopping. Sinto-me fútil por um momento. Um idiota a mais namorando vitrines. Um boneco do consumismo. Será que ali todos consumiam apenas por uma necessidade? Ou será que a carência ditava os comportamentos?
Vergonha. Confesso. Chega de olhar vitrines. Vou esperar a amiga lá fora. O contato com o exterior é mais válido. Shopping é um espaço de exclusão. Ainda assim, prefiro as lojas de shoppings em detrimento às de rua. Contradição.
Carros passam. Região da Paulista. Classe média em peso. Penso em como São Paulo é desigual. O celular toca. A amiga chegara. Alívio. Vamos para o café. É a primeira vez que nos víamos. Timidez. Ela desenvolta. Simpática. Bela. Carismática. Preciso apenas de alguns minutos.
Calor. Melhor um café gelado. Peço o mesmo que ela.
O papo se desenvolve. Café filosófico. O ser humano como pauta. Calculo que aquele café é tempo curto. União de repertórios. Precisamos de muitos cafés.
À minha frente, uma mulher independente. Quantos podem tê-la? Poucos. A maioria dos homens prefere mulheres submissas. A minha companhia é diferente. Lembro da bela mulher de Araras. Outra amiga. Comparação. Dois exemplos. Para poucos. Muito poucos. Belezas exteriores e interiores. Belezas com conteúdo. Um pouco de como as mulheres são fantásticas.
Ela se ausenta por alguns minutos da mesa. Fico em pé. O lugar é belo. A bela moça volta mais cheirosa. Presumo que se prepara para o namorado. Eles se encontrariam após o café. Percebo que ela já pagou a conta. Arrependo-me em fingir que não sabia. Seguimos nossos rumos. Outro café nos espera.
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opiniões
Já se passaram exatos três anos que publiquei este texto. De lá pra cá, a minha amizade com a "Atrasada" apenas cresceu, e hoje a tenho como a grande amiga. Já houve jantar em casa sua. Teatro. Café. Ela está noiva e feliz. Talvez, na melhor fase de sua vida. Em todos os nossos encontros, as contas eu não paguei. O seu noivo sempre faz as vezes... É dívida que tenho...rs
Adelcir Oliveira, autor do blog



Caixa dois

segunda-feira, julho 24, 2006 · 1 comentários

G. é um cara boa praça. Sereno, ele tem habilidade com os seres humanos. E G. segue tirando bom proveito disto.
Para surpresa dos amigos, G. casou-se cedo demais. E, surpresa maior, manteve-se fiel à esposa por árduos dois anos. Apostava as fichas naquele relacionamento. Mas a esposa não soube jogar. Suas desconfianças foram minando a boa vontade de G. O bom rapaz não podia nem ao menos tomar muitas cervejas com os amigos. Motivo para desavenças e acusações.
Não foram apenas as desconfianças que minaram o G. fiel e apostador. A falta de carinho da mulher também foi crucial para o que ele passou a fazer. Passados dois anos de monogamia, G. quebrou seu pacto consigo. Decidiu fazer das desconfianças da mulher a mais pura verdade. Contudo, não queria aborrecimentos.
Hábil nas finanças, formou um caixa dois. Desviava seu próprio dinheiro para enganar a esposa. Se lograsse 1.800 reais num trabalho avulso, desviava mil reais. E este dinheiro desviado poderia ser gasto como fosse. Inclusive com mulheres. E assim o fazia.
O caixa dois era uma conta em banco. O mesmo banco onde o casal possuía conta-conjunta. O cartão do mesmo banco foi dado como um adicional. A mulher jamais desconfiou.
Assim, com o uso do caixa dois, G. financiou a sua liberdade. Viajava com mulheres. Seu trabalho era a desculpa. Se chegava mais tarde em casa, trabalho de novo.
Corrupto consigo, G. nunca se deu mal. Corrupto ele caminhou até o fim do casamento, quando pediu a separação. Daí então, a mulher traída se deu conta do quanto amava G.
Hoje, G. namora. Acredita estar apaixonado. Não tem mais caixa dois. E, justamente por sua namorada confiar tanto nele, é que o faz sentir-se arrependido em alguma aventura. Cada um que ler isto, que tire as suas conclusões. Eu não tenho nenhuma.



Vidas como prioridades

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Quais serão os reais motivos da guerra entre Israel e o Hizbolah? Nós, alijados que estamos do poder, jamais saberemos. Não podemos confiar na imprensa. Tampouco no que dizem os chefes de Estados. Para mim, no mínimo, é dinheiro que está envolvido. Infelizmente, este é ainda o que há de mais importante no mundo. Quem sabe um dia, cada vida na Terra será prioridade de todos. Quem sabe...



Detalles preciosos de la vida

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Quiero escribir. Español. Un placer que tengo. Una herramienta de entreinamento de esta lengua.
El día me fue muy bueno. Yo no soy religioso, pero no olvidé de prestar agradecimientos. No importa a lo que agredeci. Ni sé se fue escuchado. Pero este nos es lo que más importa. Lo más importante era mi tranquilidad. Mi felicidad. Todo esto por pequeña cosas que para mi son grandiosas. Mi día en otro campus de la universidad en que trabajo. Tres amigos. Los enseñamientos de ellos. La pizza. Risas. Armonía y verdad. Esto. Sólo esto mi hizo feliz. Esos detalles de la vida son preciosidades que me gustan mucho.



Bom Retiro. E um dia de mau humor

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Data real do texto: 17Julho2006
Bom Retiro. Destino. Metrô. Meio. A Estação da Luz e suas belezas. Sigo as placas. Não conheço o lugar. Vendedor de sorvete e a informação. Rua José Paulino. Bastava seguir em frente.
Jeans. Camiseta. Tênis. Blusa e revista nas mãos. As belas fachadas das lojas me animam. Caminhar por toda a rua. Disposição. Jeans, eu procurava. Tanta caminhada por nada. Mas na vida quase tudo vale à pena. Ou tudo, segundo o poeta. Vai do tamanho da alma.
Dali saí com uma certeza. As roupas do Bom Retiro não são iguais às de shopping. Balela de quem diz o contrário. Mas vejam, falo das roupas masculinas.
Esperançoso, tento encontrar uma determinada loja. Uma outra rua. Procuro. Pergunto. O policial me dá a informação certeira. Sua simpatia me surpreende. Só depois lembro da vida difícil deles em tempos de PCC.
Caminho em vão. Encontro a rua, mas não a loja. O tênis novo e não muito macio castiga meus pés. O humor já não é dos melhores. Não que estivesse bom. Tranqüilidade não se fazia presente em mim. Às vezes não me é fácil estar em público.
Um café com pão de queijo. Desejo. Quem sabe me conforta. Avisto um café charmoso. Já estou novamente na José Paulino faz algum tempo. Ali, naquela travessa, o café já fechava. Eram 16h30min. No Bom Retiro o ritmo é outro.
Sigo meu caminho. Ainda olho as lojas. Entro em algumas. Poucas. E nada me agrada. Assusto-me com os preços em uma delas. O atendimento não é dos melhores. Mas a minha falta de simpatia nada melhor pode conseguir.
Outro café. Simplicidade. Pão de queijo na estufa. Máquina de café desligada. Disfarcei a antipatia e fui embora.
Desistência dos jeans. Insistência no pão de queijo e café. Mudo de rua. Desprezo duas lanchonetes. Volto e adentro uma delas. Com ar de desprezo, indago se não há outro café que não o da garrafa. Fico com este mesmo. Um pão de queijo também. O guarda olha-me atravessado. Atravesso meu olhar também. Reciprocidade e mau humor.
No balcão, café no copo americano. O acompanhamento estava bom. Indago a conta. O baixo preço me agrada. Outro pão de queijo. Pago a conta e sigo meu rumo novamente. Bom Retiro para trás. A dificuldade seria a entrada do metrô. Contá-la é outra pauta. Mas fico por aqui. O Bom Retiro por lá.



Dívida com a minha alma

sábado, julho 22, 2006 · 0 comentários

Data real do texto: 20Julho2006
Fiquei dias sem escrever. Reprimi palavras. Teci textos mentalmente, é verdade. Mas não passei de poucos parágrafos. Hoje, a minha alma trouxe-me a cobrança. Quer os parágrafos que não escrevi. Bom pagador que sou, pago-lhe com juros. Por isto, tantos textos hoje.
Este texto é apenas mais um. Não é o primeiro que escrevo nesta madrugada. Ele será pequeno. Não o equiparo com a dívida que estabeleci com a minha alma. Na verdade, eu pouco sei do tamanho dela. Faço o pagamento às cegas. Uso do desejo. É ele meu advogado. Enquanto ele me orientar, eu escrevo. E, para dizer a verdade, esta dívida parece não ter fim. Melhor parcelar. Por hoje é só.



Baú de incertezas

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Gosto de escrever belezas. Também adoro fazer críticas. Por vezes negativo. Outras, um romântico. Quem sabe, um imitador de poeta. A questão, meus amigos, é que quem manda é a minha alma. É ela que me diz o que escrever. E a alma deste que escreve é colorida. Ela sente o mundo. Suas belezas. Suas tristezas. As razões não é o caso de explicá-las. O que me vale é sentir. E o mundo me é belo em um momento. Assustador em outro. É nessas nuances que eu me busco. E esta busca é o que mais me vale. Não posso fechar o meu baú de incertezas. Não posso deixar de me procurar. O dia que eu fizer isto é porque já está na hora de fechar o baú que levará o meu corpo. Quando então eu me calo.



A MULHER DE BAIXA AUTO-ESTIMA

sexta-feira, julho 21, 2006 · 4 comentários

A traição... A investigação... A certeza...
Férias. Histórias sabidas. Pessoalmente ou internet. Uma delas até engraçada, embora leviana. Outra, dramática. É sobre esta que quero discorrer. Desde já, nenhuma novidade.
Casamento. Quem afirma que ele é válido para o ser humano? Para todos. Que é o mais certo a se fazer. Se os homens foram feitos para casar. Se é este o ideal de todas as mulheres. Bom, falo por mim. Eu quero casar.
Uma mulher. Auto-estima baixa. Um marido taciturno. E uma agenda delatora. Nela, a mulher descobre indícios de traição. O marido nega o suposto adultério. Ela diz acreditar nas explicações. E abre uma frente de investigação.
Inteligente, ela estabelece contato eletrônico com a pseudo amante do marido. Em conversas, o relato da traição. Tudo impresso no papel, o marido não tinha mais como negar.
E agora, como fica a vida desta mulher? Se a auto-estima não era das melhores, agora se tornou subterrânea. Não crê mais no amor do marido. Duvida da possibilidade de superar o ocorrido. Se é que isto é o mais certo a ser feito.
Mulheres, os homens são uma loteria. Algumas de vocês vão ter a sorte grande. Desculpem-me, poucas de vocês terão tal sorte. E não é por merecimento que poucas mulheres vão ter o marido que as respeita. Muitas têm sem merecer. É apenas uma loteria. Loterias não têm nada de justo. Sei de homens que amam as suas mulheres. Também sei daqueles que traem por costume. Já não é apenas mais necessidade. Pode ser comportamento aprendido também. E sei de mulheres que traem seus maridos em conjunto com amigas ou irmãs. Que há muita sordidez neste mundo, todos sabem. A questão é saber onde reside o problema. Nos homens. Nas mulheres. No casamento. Ou nos comportamentos aprendidos? Quem se arrisca?



Eleições presidenciais. A possibilidade de segundo turno

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Li as últimas pesquisas para presidente. É praticamente certo que teremos dois turnos. Heloísa Helena cresceu. Alckmin passou Lula no sul do país. Lula caiu nas regiões sul e sudeste, este último o maior colégio eleitoral do país. Cristóvam Buarque segue estável com poucas intenções de voto.
Alckmin crescera deste a penúltima pesquisa. Sua exposição na mídia foi o motivo. E agora o mesmo se dá com a candidata do PSOL. Infelizmente, basta o candidato se expor na mídia para conseguir votos. Basta se tornar conhecido. Pouco importa seu programa de governo, seu partido, sua história, ou seus aliados.
O comando da campanha do presidente Lula quer dar maior atenção ao sul e sudeste. Regiões onde a Bolsa Família não tem tanta presença quanto no nordeste, o que é absolutamente fácil de entender. Nestas regiões a crise do mensalão afetou mais a imagem do partido do Lula e do próprio presidente. No sul ainda há o agravante da crise do agronegócio, bem como as estiagens que afetaram a região durante o atual governo. É também no sul que Heloísa Helena rouba mais votos de Lula.
O horário eleitoral gratuito traz certezas. Alckmin vai subir. Lula poderá jogar o peso de seus êxitos na economia. Heloísa Helena poderá levantar sozinha a bandeira da ética. Certamente também vai atenuar seu discurso duro, pois este não agrada aos eleitores de classe média. E Cristóvam Buarque, quem tem apenas 1% das intenções de voto, vai se apresentar como o candidato da educação.
Com tudo dito, fica quase certo que teremos segundo turno. A equipe de Lula trabalha com esta perspectiva. Resta saber quem vai disputá-lo com Lula: Alckmin ou Heloísa Helena.



Primero

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Vacaciones. Una leitora fiel profetizó que yo iba volver a escribir. Que hubiera una necesidad. Ella tenía razón. Pero yo hago un chiste con ella. Escribo en español. Esto ella no adivinara.
Este texto es lo inicio de una nueva fase. Ahora, este sincero blog tendrá textos en dos idiomas. Son los que lo sé. A mi me gustaría mucho escribir en inglés. Pero yo no sé el idioma más importante del mundo. Esto del punto de vista comérciale.
Quiero decir que el portugués es lo idioma que más admiro. Las variantes de palabras son muchas. Hablo esto ciegamente. Pues no conozco todos los idiomas.
Así, este fue mi primero texto en español. La manera de hacerlos será muy sencilla. Como en él portugués. Pero, las variantes serán menores. Pues no tengo gran habilidad en este idioma hermano.
Tengan este texto como anuncio de esta nueva fase del Opiniones & Crónicas. Es esto.



Homenagem aos leitores. E o perdão da demora

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Leitores. O que seria deste blog sem eles? O número não importa. Este segue crescendo. Mas o que me vale são outros quinhentos.
Amigos leitores. Amigas leitoras. Prazer pela leitura. Relatos que recebo. Satisfação que se guarda em mim.
De certa forma, escrever é presentear estes amigos-leitores. Escrevo um texto e imagino quem vai se identificar. Depois, a confirmação. Às vezes, a surpresa. Quem eu menos imaginava se identifica.
Há fatos pitorescos. Um leitor-amigo relatou-me. Não gosta de ler. Mas este blog lhe agrada. Segue lendo os textos. Lisonjeio.
Duas leitoras-amigas. Parentes entre si. Fiscalizam erros. Não apenas se agradam com os textos. Prestam-me um excelente serviço. Além de conversas agradáveis.
A outra leitora-amiga encontrou neste blog sua ante-sala de terapia. Chorou. Releu um mesmo texto cinco vezes. Identificação forte. Conversamos. Hoje ela está mais leve. Sairá da ante-sala em breve.
Há a leitora-amiga do sul. A do interior de São Paulo. Alguns aqui na capital. As do centro-oeste já mencionei. Há também uma do Peru que reaparece vez em quando.
Devo dizer que os leitores ajudam a construção deste blog. Porque eles não são apenas leitores. Muitos são amigos. Fontes de inspiração. Algumas histórias que me contam viram textos. Como disse uma bela amiga, os leitores interagem com este blog.
E os anônimos. Alguns que vêm aqui e me achincalham. São pauta também. Fazem parte deste blog. Ilustram o mundo.
Junto com os leitores e não-leitores, este blog segue em frente. Imaturo, ele ainda busca certezas do que ser. Por ora, segue obediente à alma deste que escreve. Possivelmente, assim sempre será. Aqui, os agradecimentos do blog para todos que ajudam a construí-lo. Lembrando que quem tenta destruí-lo ajuda na construção, e o faz sem saber.
Está feita a homenagem aos leitores. Com o perdão da demora.



ONDE RESIDE O ERRO

quinta-feira, julho 20, 2006 · 2 comentários

Data real do texto: 18Julio2006
Um prazer que eu tenho é relatar fatos. Também gosto de passar para o papel histórias que me contam. Nesse sentido, tenho duas histórias mui interessantes para contar. Contudo, só o farei em outra oportunidade.
Hoje a noite é fria. Isto não significa que as mais recentes que já se foram, também não eram frias. Pessoas. Muitas delas. O frio consome. Muitas também. Consomem neste frio. Tudo isto neste exato momento. Então eu me recordo de alguns minutos atrás. Lá na avenida point da zona norte de São Paulo. Esta capital tão desigual.
Eu acabara de assistir a um excelente filme inglês. Uma história sobre música. Um personagem central deveras pitoresco. Para mim, uma aula de como lidar com os seres humanos em situações difíceis. Espero ter aprendido algo.
Volta para casa. Antes, um café. A vontade era grande. Uma mulher atraente parada em frente ao café. Creio que esperava alguém. Roupa ousada para o frio. Meus olhos se comportarm. Ultimamente eles andam tímidos e inseguros. A minha ida do local de exibição do filme ao café não durou nem cinco minutos. Pequeno espaço de tempo e reflexões.
Naquela avenida, muitos bares. A classe média se delicia ao seu modo. Carros novos inflam egos. Roupas da moda. Corpos dançantes. E a paquera de sempre. De fato, eu seguia negativo. Na via belezas. Pensava no mundo. A “menina” brincando com os rapazes do carro paralelo. O mundo deles. A bolha deles. O resto é problema do resto.
Puxa, mas por que eu os condenava? Será que eu me lembro do resto do mundo quando estou em um café chique de São Paulo? Creio que não. E nem seria saudável fazê-lo. O problema não é esquecer as injustiças do mundo em momentos de descontração. O problema é jamais dar atenção a elas. Achar que nada temos a ver com tudo isso. E que é cada um por si. Aí reside o erro.
Link sobre o filme inglês mencionado no texto:



Férias: fim

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Terminam as férias do blog. O retorno de fato se dá hoje. Novos textos já estão prontos. Dias de descanço. Novas pautas. Mudanças. Novo visual. Mais clean. Mais agradável. Novos link's. A foto ainda não foi possível. O blog agora é bilíngüe. Vai se arriscar no español. O desejo é prosseguir gerando identificações. E seguir tranquilo e sincero.



Um texto sobre este blog - de uma autora que se resguarda

terça-feira, julho 18, 2006 · 0 comentários

São 3:36 da madruga. Sem sono, voltei para o computador. Viajei com você pelas ruas de São Paulo. Pelos museus, galerias de arte... Pelos cafés e cinemas... Conheci um pouco de K, de Pâmela, de Camila, a morena cor -de-jambo... Ri quando li sobre a passageira que te despertou olhares libidinosos (tão sutil, quem diria?)... E me lembrei da música que traduzi pra você. Parece que há pouco, apenas parece! Pois muitas horas já se passaram... Bem, resumindo, se me perguntar de que texto mais gostei, não saberei dizer! Digamos que adorei a viagem de outubro a novembro... As noites escrevendo sob o cobertor. Até mesmo a falta de imaginação em algumas ocasiões me são interessantes! Confesso uma frustração: seus textos não me devolveram o sono perdido! Mas mesmo assim me vou... Quem sabe o fato de ter escrito algo não me traz de novo o fechar dos olhos e a letargia que antecede um sono bem gostoso, imaginando vc aí!

Besos!!!



Pausa romântica nas férias

segunda-feira, julho 17, 2006 · 3 comentários

Texto que fiz para uma bela mulher. Ursinho. Bicicleta e flores como enfeite. Também como fonte de inspiração. Mas é fato que tal mulher é que me foi o principal motivo de inspiração.


Imagine que eu sou este ursinho. Devidamente preparado para um primeiro encontro com uma dama como você. Daí eu consigo emprestada uma bicleta de algum vovô que não a utiliza mais. E compro as flores de uma dama muito simples, simpática e feliz na estrada rumo à Araras. Vou bem devagar. Para não desmachar o penteado. E vou com o semblante sorridente. Penso o quanto você estará cheirosa. O quanto estará nervosa. Mais que eu? Penso. E, à medida que pedalo, meu coração aumenta o ritmo. E desistir é opção. Mas, corajoso que sou, ou por medo de desistir, sigo em frente. E aí, avisto o local onde marcamos tal encontro. Um belo lugar. Que não me é antipático. Guarda consigo alguma simplicidade. O manobrista fica com a bicleta. O mundo se isenta de seus valores. E aquela bicleta não é vista de modo hostíl pelo homem já envelhecido por tantos anos de trabalho igual. Ele até sorri. Talvez alguma lembrança de sua juventude. Pego as flores. Certifico de minha imagem nos vidros escuros de um carro. Passo as mãos pela barba. A pele está macia. Está cheirosa. Obra sua. Estou com aquele meu perfume. Um homem corajoso estou. E sigo a passos tranquilos. Não, não são tranquilos. Meus pés estão com pressa. Meus olhos querem vê-la. Adentro ao restaurante. Procuro você. Onde será que ela está? Indago-me. Não vejo nenhuma bela mulher. Até que um bilhete me é entregue após a certeza de meu nome. Nervoso, inicio a leitura. Em poucas palavras vc diz: Perdoe, não consegui sair do banho! Esboço um sorriso! E digo comigo: Ela é maravilhosa!



Férias

quarta-feira, julho 05, 2006 · 0 comentários

O blog entra em férias. Volta apenas em agosto. Até lá, é possível que surjam novas pautas. Um tempo de descanso. Reciclagem. E o desejo de férias tranquilas.



Café com carência

segunda-feira, julho 03, 2006 · 2 comentários

O olhar distante denunciava a carência. A busca por uma bela imagem feminina. E não é por que não encontrava que se incomodava. Era a necessidade da procura que gerava incômodo.
Esta é a era da carência. Mola propulsora do consumismo. Mas não é fato que todos consomem para enganar carências. Indago-me se faço isto. Creio que muitos espressos nas xícaras de meu agrado sejam fruto disto.
Ali. Carente. Um tanto ansioso, eu namorava aquela vitrine. Nela, diversas guloseimas doces. Mirava os preços e fazia contas de somar. Mentalmente eu consumia. A causa já está explicada. Tornar isto realidade não era o caso.
Mulheres (não todas) enganam a ansiedade com doces. Talvez haja outras explicações. O fato é que elas são estigmatizadas como sendo mais ansiosas que os homens. Se de fato isto é verdade, não tenho certeza. Não li nada a respeito. Tenho apenas relatos. Mas é preciso verificar se esta ansiedade feminina não é comportamento fabricado. Sei que quando estou ansioso consumo mais café. Percebo que não é sempre que aquela xícara causa-me prazer. E, na verdade, eu sempre sei quando vai me ser prazeroso consumir a pequena dose cafeínada. Mas ainda assim eu peço um café quando de fato eu não quero. E quantos não compram pela necessidade de comprar, mas sim pela necessidade de vencer (ou enganar) aquilo que os incomoda? O motivo já foi dito. Carência.



Sarapatel

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Fome. Não me recordo desta sensação em um outro texto. Não é fome de escrever. Na verdade, não estou muito desejoso de tecer palavras. Talvez por isto este texto não mate a fome de quem estiver ávido por uma boa leitura. Se quiser abandonem o prato.
Já que estabeleci a pauta, prossigo com a fome. Falo de um jargão: “Com fome toda comida é boa”. Creio que seja mais ou menos isto. Contudo, uma experiência faz-me contrariar esta sabedoria popular. Relato a seguir.
Trabalho. Um evento para gravar. O motorista da empresa nos levaria. Atraso dele de 1h. Fome e mau humor em mim. Mas que fique claro que o motorista não teve culpa pelo atraso. Culpados foram seus chefes. Estes, muitas vezes, atrapalham seus subordinados.
Tomamos o nosso rumo. Osasco. Dificuldade em achar o endereço que nos fora informado. Até que enfim achamos. Já havíamos passado em frente duas ou três vezes. Não era o meu dia.
Adentro ao local. A fome me castigava. Informo uma das organizadoras. Colega de trabalho. Gentilmente, ela oferece-me arroz e sarapatel. Indaga-me se gosto do prato principal. Com fome tudo é bom, afirmo. No pratinho de plástico, o combinado. As mãos trêmulas estréiam o sarapatel em meu paladar. Decepção total. Logo eu que aprecio a culinária nordestina. Incrível! Não havia condições de comer o par. O jeito foi saborear o arroz, que estava delicioso.
O evento começaria. Imploro para que me esperem armar os equipamentos. Assim mesmo, não houve tempo de fazer um procedimento primordial para a captação de imagem. O evento transcorria tranquilamente. O forró se iniciara. Com a câmera nas mãos eu podia passear pelo local e captar imagens ao meu gosto. E não me furtava em saborear os diversos pratos oferecidos. A maioria salgados. E assim o fiz. Se disserem para vocês que tempero bom é fome, desconfiem! Para ter certeza do que estou falando, provem. Sarapatel!



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fotos: Patrícia Crispim
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Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
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