Amenidades e algo sobre atendimentos...

sexta-feira, janeiro 06, 2006 ·

Já faz um tempo que não escrevo. Vejo que estou de férias na inspiração. Saio de casa quase todos os dias. Caminho bastante (mas isso é bem relativo). Pratico esporte (conseqüência: três contusões). Ouço música. Brinco com o cãozinho branco. Dou atenção para a minha mãe. Atenção para amigas on-line. Atenção para mim... E pouca atenção para este blog...
Eu posso dizer que comecei o ano muito bem. Estive ao lado de uma menina mulher muito linda. Um encanto de pessoa e mulher. Recebi um telefonema de uma mulher encantadora. Ah, não é possível viver sem as mulheres! As maiores belezas deste mundo estão nelas e na natureza... (mas elas fazem parte da natureza!).

Mas, e esse blog? Qual será o destino? Que rumo vai tomar neste ano? Bom, será que não estou falando de mim? Será que não me confundo com esse blog? Será que não tento me encontrar em meio às palavras contidas aqui? Enfim, são perguntas... As respostas deixemos para o tempo...

Algo me veio à mente agora. Ocorre que estou contundido. Virilhas. Lombar e tornozelo. Então, marquei ortopedista. Mas necessito de um atendimento mais urgente. Daí fui orientado pela excelente atendente do meu plano de saúde a ir a um determinado hospital que fica muito próximo a minha casa. Fiquei meio reticente com a sugestão da educada moça, cuja voz era algo diferente que muito me agradava. O fato é que este hospital (e fico pasmo em saber que é particular!) possui um atendimento de pouco confiança. E isto me deixa preocupado. Assim, irei muito atento. E demais exigente.

Vejam só, se fosse atendimento público eu talvez me conformasse. A gente sempre espera que este serviço seja o pior possível. Mas, algumas vezes, eu me surpreendi. Na verdade, sejamos justos, os serviços públicos melhoram muito nos últimos anos. Dia destes, por exemplo, eu fui a um clube da prefeitura. Este fica próximo de minha casa. E, qual foi a minha surpresa, fui atendido com grande simpatia e naturalidade. Eu e minha amiga saímos de lá surpresos...
Por outro lado, ainda há estabelecimentos privados, comércios principalmente, que ainda estão no tempo antigo. Ainda atendem muito mal. Acreditam que o simples fato de oferecerem crédito para pagamentos (falo isto inspirado em uma farmácia no Tucuruvi) já basta. Pois vejam, busquei um concorrente que oferecesse crédito e bom atendimento. Encontrei. Não de modo perfeito. O atendimento também deixa a desejar. Mas não há mais a antipatia do dono da farmácia do Tucuruvi.

Enfim, ilustrei um pouco para falar sobre atendimentos. Quem não se atenta a este detalhe será excluído por clientes como eu. E são muitos, digo. Eu não reclamo. Peço obrigado. E não volto mais. Como alguns que visitam este blog!



1 comentários:

Zenna disse...
janeiro 23, 2006  

Eu voltei...
Voltei porque gostei.
Confesso:tive dificuldade para reencontrar a porta...rsrs
O endereço simplesmente sumiu.Fui pesquisando formas até encontrar.
Era o único jeito,pois nunca mais nos encontramos on line p eu te perguntar o 'bendito' endereço...a propósito: vc n me excluiu ou bloqueou, né? rsrs pois estaria perdendo uma leitora ávida p seu primeiro livro...embora sendo uma simples dona de casa,(me considero como aqueles sobre os quais escreveu...serventes..subalternos, mas de certa forma com um pouco ainda de auto estima...rsrs)adoro ler o que vc escreve, com muita propriedade e equilíbrio, por sinal...parabéns...Zenna

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Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

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