Sei lá qual o título

segunda-feira, janeiro 30, 2006 · 0 comentários

Às mãos a caneta. Construo as primeiras palavras. Vou cheio de dúvidas. Receio não ter o que escrever. Ultimamente tem sido assim...
Vocês já perceberam um truque meu contra a falta de inspiração. Confessá-la. Usar da honestidade. Preceito tão importante. Muitas vezes desprezado, infelizmente.
Falando em honestidade, pensei em algo. Por que no Brasil não existe um disque-corrupção? Ora, este país está enfermo. Os vírus são os corruptos. Abundam por aí. Assaltam o país. Roubam comida da boca de crianças. Roubam futuros.
Parece-me que a classe política no Brasil não tem muito interesse em combater a corrupção. É um jogo de interesses. Creio que para chegar ao poder é necessário usar de conveniência.

Pulo uma linha. Não quero mais falar sobre corrupção. Falar o que, então, meus amigos? Sobre relacionamentos? É um bom assunto. Gosto muito. Mas há uma curiosidade a respeito disto. Eu que tive poucos relacionamentos, tratar sobre o assunto! Será que não me falta experiência? O que faço é observar. Sentir. Para falar sobre esta questão que é fundamental para a vida de todos, ou quase todos.

Finalizo o texto neste parágrafo. Penso em um casal apaixonado. Ela em São Paulo, ele no Rio. Um exemplo de belos sentimentos que dois seres humanos podem ter um pelo outro. Essa capacidade nossa de amar nos faz belos. É um pouco de nossa complexidade. É muito de nossa beleza...



Café com flerte

sexta-feira, janeiro 27, 2006 · 1 comentários

Café, um gosto que tenho. Um Hábito criado. Algumas xícaras por dia. Se exagero muitas vezes é por que ignoro o limite. Já li a respeito, mas esqueci quase tudo. Na lembrança, algumas xícaras por dia fazem bem.
A padaria é agradável. O atendente é solícito. Sua simpatia ganha a minha freguesia. Não é todo dia que deixo meu dinheiro lá. Esse é meu jeito. Não vou a um lugar apenas. Mas volto sempre enquanto eu gostar de fazê-lo.
A mesma padaria. Faz um calor absurdo. Algo que me agrada. Suco desta vez. Gosto de variar. Cacau é o sabor. Experimentar é bom. Dirijo-me ao caixa. Lá está a bela morena. Seus olhos verdes (descobri que na verdade são castanhos, ela me falou) fogem dos meus. Educada, ela se mostra discreta. Discreto, retribuo a educação.
Um dia ensolarado. Café com amigos. Estamos todos à mesa. O encontro é na parte externa à padaria. Olho para trás. Encontro de olhares. Uma troca de sorrisos. Isto se deu com a morena do caixa de olhos não verdes, mas sim castanhos. Vou ao caixa afim de pagar a minha conta. A discrição e educação são mantidas.
Dia seguinte. Quero outro suco. Informações sobre a morena me esperam. Seu colega de trabalho relata o interesse dela por mim. Dou a ele uma missão: quero o telefone da morena. Pago minha conta e vou para o trabalho.
Noite. O dia é o mesmo. Três bons amigos me acompanham. Três cafés, um chocolate e a informação que espero. O passo seguinte é telefonar para ela. Cada um paga a sua conta. O acordo da discrição é mantido. Tensa, ela se atrapalha com o troco. Gentil, afasto-me assim que posso. Espero meus amigos. Fico fitando a morena sem que ela perceba.
25 de janeiro. Feriado. Aniversário de São Paulo. 452 anos. O telefone da morena está na carteira. Temo ligar e não haver assunto. Nossos olhares falaram muito pouco. Enfim, seu celular toca. Caixa-postal. Não ligaria mais, decidi. Alguns minutos passam. Aperto o redial. Ela atende. Papo rápido, porém bom. Ficamos de nos falar novamente. Já fizemos outros contatos. Tudo está muito indefinido. Sigo cheio de incertezas. Vamos ver o que será...



Um pouco sobre amizades

terça-feira, janeiro 24, 2006 · 1 comentários

Um dos maiores tesouros que há na vida são os amigos. A amizade verdadeira é um bálsamo para as almas mais sensíveis.
Para mim, é belo observar amizades alheias. Sem competições. Desinteressadas. A amizade sempre foi o sentimento que mais me emocionou.
Estive com bons amigos hoje. A ausência de maldade me fez bem. Assim também foram meus dias na praia. Lá estive com uma boa amiga. Um ser humano fantástico. Alguém por quem tenho grande carinho, admiração e respeito.
Não vou dizer que vocês devam cultivar suas boas amizades. Não sou muito chegado ao óbvio. E este blog não é uma fonte de auto-ajuda. Ao menos não este o propósito. O que faço é escrever o que sinto. Se entro em contradição é por que procuro ser verdadeiro. E o ser humano que não se contradiz não existe...



Breves parágrafos..

segunda-feira, janeiro 23, 2006 · 0 comentários

Preciso escrever, meus amigos. Sei de algumas pessoas que certamente vão ler este texto. Talvez eu faça alguma referência a elas. Talvez não faça.
O tempo vai passando. Leva consigo nossa juventude. Ainda lutamos pelos nossos objetivos. Ainda há tempo...
Mas o tempo passa rápido. Tudo é muito breve. Algo que assusta. Não sei se a todos. Possivelmente não...
Rapidamente um parágrafo se vai. Assim como se foi o dia de hoje. Logo estarei em casa. Sigo rumo ao meu refúgio. É no ônibus que estou. Ele segue rapidamente. Não destoa. Vai pelo corredor. Obra viária de muito mérito. O transporte coletivo sempre deve ser priorizado.
Uma chuva fina deixou lembranças nos vidros. O asfalto já se esqueceu da chuva. Faz calor. Em mim, uma chuva fina que desagrada...
O sorriso mais belo que me faz bem é aquele carregado de verdades. Cuja alegria não é fingida. Não quero sorrir agora. Gosto de verdades.
Muitas coisas me agradam na vida. Nada é melhor do que a paz interior. Algo que tanto busco. Que nem sempre tenho. Bem maior que um ser humano pode ter.
Vou seguir o receituário dos blogs. Não vou me estender. Ficarei por aqui. Não sei que emoções este texto vai produzir. Sei apenas das minhas emoções. Quisera poder mudá-las. Mas isto, neste momento, não me é possível.



Necessidade de escrever; mau humor e um evento chato

sexta-feira, janeiro 20, 2006 · 0 comentários

Há em mim uma necessidade de escrever. A questão é que não sei sobre qual assunto exatamente. Talvez seja apenas um modo de transferir o meu mau humor para o papel. O elo de ligação é a caneta. A vítima primeira é o papel. Em seguida, são as vítimas os que lêem.
Eu estava em um evento acadêmico. Uma colação de grau. Meu corpo estava ali. Minha alma seguia perdida. Tudo aquilo era muito chato. Ausentavam-se em mim as palavras. Em alguns momentos eu me cobrava. Deveria estar calmo. Relaxado. Harmonioso. Não sei se vocês fazem isto. Eu me cobro muito...
Curioso, só agora eu percebo o meu erro. Torcia pelo fim do evento. Esquecia de torcer pelo fim do mau humor. É assim, muitas vezes pensamos nas soluções erradas. Daí os problemas se avolumam. Por outro lado, parece-me que torcer pelo fim do mau humor teria sido uma torcida em vão. Enfim, a única saída, naquele momento, era a do auditório. Não demorou muito, saímos todos por ela. O evento se foi. O mau humor não...



Visita ao mar...

domingo, janeiro 15, 2006 · 0 comentários

Vou visitar o mar. Ele não me espera. Não me convidou. Está lá, senhor de si. Absoluto. Pronto para me receber. Não tolerará abusos. Deixará que eu me divirta com suas ondas. Vai cobrir minha pele de sal. E vai me lembrar sempre que se eu abusar, poderá ser a última vez.
Assim também é o ser humano. Não todos. Os que nos tem afeto. Estão abertos para nós. Solícitos. Carinhosos. Enfim, amigos. Mas nos deixam claro: não abuse! Por que às vezes os hormônios podem estar revoltos. E aí as reações podem ser adversas. Quem nunca se surpreendeu com reações adversas de um amigo? Nestas horas a temperatura sobe. Melhor usar o protetor, que é o bom senso. Silenciar. Esperar a onda revolta dos hormônios passar. Ela passa, fiquemos tranqüilos.
Vou para o mar. Uma boa amiga me espera. O mar é o mesmo, a praia é outra. Inédita para mim. A amiga não me é inédita. Com ela tenho bons papos. Então imaginemos: bom papo e o mar... Tranqüilidade... Harmonia...Paz...Calor...Muito calor...E este texto...



Escrevendo a esmo... Depois algo sobre relacionamentos

quinta-feira, janeiro 12, 2006 · 0 comentários

Tenho a minha frente um espaço digital. Ele está branco. Vazio. Vejo o cursor do Word pintar letras que eu escolho. Isto se vai de modo contínuo. Não sei se irei assim até o final. Não posso prever o que irá me ocorrer. Posso apenas intencionar. A minha intenção aqui é escrever de modo solto. Algo que emocione a quem ler. Ou que ao menos gere uma espécie de alívio por sair alguns minutos da realidade. O tempo da fuga dependerá do tamanho do texto. Se vai ser longo ou não, tenho absoluta incerteza.

Não tenho um assunto definido. Pensei em algo. Descartei sem hesitar. Percebi uma falta de condição para desenvolver o assunto. É preciso ter bom senso. E isto, em tudo na vida, ajuda muito.

O calor me agrada. As mulheres estão mais sensuais e bonitas. Um mundo de gente nesta cidade gigante. Ainda assim muita solidão. Pessoas fechadas em seu próprio mundo. Muitos com dificuldades de encontrar um novo amor. E um grande número insatisfeito com seu amor antigo, que já não é mais amor...
Este assunto muito me agrada. Devo dizer algo. Uma mulher me informou que nunca teve uma decepção amorosa. Ela é nova. E é muito feliz. Sua postura positiva para com o mundo certamente a ajuda. Eu já escrevi sobre esta pessoa. Permitam-me não informar o seu nome.
Mas o fato é que a grande maioria das mulheres que conheço sofreu decepções amorosas. E algumas estão absolutamente infelizes com sua relação. Muitas outras se encontram muito felizes. Isto ilustra a dinâmica deste mundo. Entendam, se hoje não é a sua vez, amanhã será. Esperar é nobre. Espere. A vida vai lhe trazer. Espere. Este texto vai terminar.
E para terminar digo que não me excluo do que disse aqui. Mas sigo tranqüilo. Aprendendo a entender a vida. Ela é complexa. Uma escola fabulosa. Mas que reprova muita gente. Sejamos bons alunos.










A auto-estima dos trabalhadores ditos subalternos (isto me preocupa)

segunda-feira, janeiro 09, 2006 · 0 comentários

Quero falar sobre um assunto que julgo deveras delicado. É algo que observo. Cuja solução eu não enxergo. Penso mesmo que ela não existe. Isto por que o mundo tem suas divisões sócio-econômicas. E assim as diferenças de classes continuarão.
O que eu quero falar é sobre o seguinte: o que há de fazer para melhorar a auto-estima daquelas pessoas que possuem cargos considerados subalternos? Não direi aqui quais são os cargos. Há muitos deles. Pensem em alguns livremente.
Este assunto me veio à mente quando eu realizava um determinado trabalho no dia de hoje. Aplicava uma prova para candidatos de uma determinada universidade. Algumas poucas vezes eu fui servido por alguns destes profissionais que me referi no início do texto. Os ditos subalternos. Tentei olhar nos olhos de alguns deles. Sorri. Busquei um contato. Uma aproximação. Não fui olhado. O sorriso não retornou do grupo todo. Duas mulheres foram simpáticas. As outras se fecharam.
A verdade é que o ser humano não gosta de ser serviçal. Existem coisas que nós mesmos podemos fazer. Para que alguém para nos servir? Enfim, algo que me incomoda.
O que incomoda de fato é olhar para aquela pessoa e perceber que sua auto-estima está baixa. E dificilmente poderia estar melhor. Muitas passam cabisbaixas. Não nos olham. Parece que se envergonham de fazer tal serviço. Não são todas. Há aquelas que estão bem consigo. Mas, o que sinto é que a maioria se envergonha em usar aquele uniforme que delata seu cargo. Sua condição inferiorizada. Seu baixo salário. Uma pista de seu endereço simples, muito simples.
A solução. Não há. Sempre haverá crianças que vão crescer para fazer serviços simples e de serventia. Sempre haverá. Evidentemente que não dá para se ter uma sociedade composta somente de trabalhadores intelectuais. Isto é uma realidade. O que sempre teremos é uma grande massa servindo de mão de obra para alguns poucos burgueses. Se isto é de todo ruim, eu não sei. O problema não é a existência de patrões e chefes. Não é isto que me incomoda no momento. Fico incomodado com o rosto triste do trabalhador de azul. Cabisbaixo. Poucas palavras. Quase nenhum cumprimento. A sua auto-estima é que me preocupa. Talvez uma preocupação em vão. Possivelmente algo que deixarei de atentar. A vida vai tornando tudo banal. Vai esfriando nossos corações. Ou será anestesiando?



OSs (Organizações Sociais) - onde está a verdade?

sábado, janeiro 07, 2006 · 0 comentários

Acabo de ler o jornal. É um destes de grande circulação no país. Leio cheio de desconfianças. Não dá para acreditar muito. Complicado isto. Busco informações. Sigo desconfiado. Sonho com isenção total em nossa imprensa. Certamente uma utopia.
O assunto que chamou a minha atenção gerou interesse, foi sobre as OSs (Organizações Sociais). Estas administram a saúde pública do estado de São Paulo. O prefeito Serra quer implantar o mesmo modelo na cidade. A dúvida é se isto realmente faz melhorar o atendimento à população. Um artigo, escrito pelo secretário de Estado da saúde de São Paulo, diz que é a panacéia para a saúde pública. O outro, totalmente contrário à medida, diz que é um PAS de casaca. Que representa uma forma de burlar os princípios da administração pública.
O fato é que ambos os artigos são convincentes. Um exemplo de como é quase impossível se ter a verdade no que se refere à administração pública. Agora, terei que pesquisar. Indagar pessoas bem informadas que conheço. Ver números também não ajuda muito, pois estes são relativos, passíveis de diferentes interpretações.
O que eu quero, assim como todos em São Paulo (ou será quase todos?), é um atendimento público da saúde com a devida decência. Quisera ter a certeza que as OSs são realmente uma boa solução. Não tenho esta certeza. A verdade é que a prática é uma forma de saber. Mas vejam, os escritores dos artigos foram absolutamente convincentes nos dois lados da moeda. Neste sentido, o jornal não referido está de parabéns ao ouvir as duas partes.
Eu tentarei buscar informações. Não tenho interesse em defender nenhuma das partes. Como cidadão quero o que for melhor para a cidade. Por isso que eu penso que a população tem que participar mais da administração pública. A internet é uma grande ferramenta para isto. Aguardem maiores informações.



Mais um pouco sobre relacionamentos...

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Eu queria falar sobre relacionamentos. Mais especificamente sobre o período da conquista. Como é boa essa fase! Quem não gosta?
Eu penso que ela deva ter o ritmo ditado pelo casal. Jamais deve haver pressa. E as gentilezas não devem ser esquecidas. Claro, que dificuldades aparecem. Erros são cometidos. Às vezes pisamos forte no acelerador. Uma das partes, então, avisa o outro que também existe o freio. E assim tem-se novamente o ritmo adequado.
É muito bom galantear uma mulher. E isso só é bom quando ela se faz galantear. Quando é alguém que merece ser tratada com muito cuidado e educação. A naturalidade jamais deve sumir. Artificialismo não dá bons resultados.
Há mulheres que são encantadoras. Que tem muita classe e delicadeza. E tem algo que é fundamental: uma bela alma. Porque de nada adianta uma beleza exterior sem uma conformidade com a beleza interior.
Cada indivíduo tem uma forma de conquistar. Para mim, está claro que o bom humor nestes momentos é imprescindível. Talvez seja o principal tempero. Quando um diverte o outro. Quando o casal saí do real. Os momentos assim se tornam inesquecíveis.
O que há de muito belo, é imaginar que neste exato momento em que escrevo, há um casal na fase da conquista. A mulher sorrindo. O homem sendo delicado. Deixemos de lado o interesse puramente sexual. Ele existe. Fiquemos com o romantismo. Com a conquista baseada nos sentimentos. E imaginemos que neste exato momento um casal apaixonado se beija...
Então, é pensando nestes casais que escrevo. E eu conheço alguns casais apaixonados. Conheço algumas mulheres apaixonadas. Que falam de seus pares com absoluta paixão. Também conheço mulheres que estão há muito tempo sozinhas. Mulheres que já estão um tanto desiludidas. E não conheço nenhuma mulher que não tenha tido uma decepção amorosa. Enfim, é a complexidade do mundo do amor. Sempre haverá sorrisos. Lágrimas também jamais deixarão de existir. A dinâmica não pára. Às vezes ocorrem trocas. Quem está com alguém fica sozinho. O inverso também se dá. E o mundo segue com as pessoas querendo encontrar o seu amor. Tudo isto independente da opção sexual...
Quero dizer algo positivo às mulheres. Conheço homens que as respeitam. Que são fiéis. Que são sentimentais. Que não querem outra mulher, senão a que eles amam. Isto é belo. É raro. Nós homens temos uma péssima fama. Desta vez não foi um pequeno grupo que nos difamou. A maioria é culpada.
Enfim, falei um pouco sobre relacionamentos. Fui por vários caminhos. E agora confesso minha dificuldade em terminar. Parece que estou tratando com uma namorada que já não gosto mais. Pois sempre tive dificuldades em terminar relacionamentos. Neste caso, não posso esperar que o texto termine por si só. Eu que tenho que terminar. Enfim, termino.



Amenidades e algo sobre atendimentos...

sexta-feira, janeiro 06, 2006 · 1 comentários

Já faz um tempo que não escrevo. Vejo que estou de férias na inspiração. Saio de casa quase todos os dias. Caminho bastante (mas isso é bem relativo). Pratico esporte (conseqüência: três contusões). Ouço música. Brinco com o cãozinho branco. Dou atenção para a minha mãe. Atenção para amigas on-line. Atenção para mim... E pouca atenção para este blog...
Eu posso dizer que comecei o ano muito bem. Estive ao lado de uma menina mulher muito linda. Um encanto de pessoa e mulher. Recebi um telefonema de uma mulher encantadora. Ah, não é possível viver sem as mulheres! As maiores belezas deste mundo estão nelas e na natureza... (mas elas fazem parte da natureza!).

Mas, e esse blog? Qual será o destino? Que rumo vai tomar neste ano? Bom, será que não estou falando de mim? Será que não me confundo com esse blog? Será que não tento me encontrar em meio às palavras contidas aqui? Enfim, são perguntas... As respostas deixemos para o tempo...

Algo me veio à mente agora. Ocorre que estou contundido. Virilhas. Lombar e tornozelo. Então, marquei ortopedista. Mas necessito de um atendimento mais urgente. Daí fui orientado pela excelente atendente do meu plano de saúde a ir a um determinado hospital que fica muito próximo a minha casa. Fiquei meio reticente com a sugestão da educada moça, cuja voz era algo diferente que muito me agradava. O fato é que este hospital (e fico pasmo em saber que é particular!) possui um atendimento de pouco confiança. E isto me deixa preocupado. Assim, irei muito atento. E demais exigente.

Vejam só, se fosse atendimento público eu talvez me conformasse. A gente sempre espera que este serviço seja o pior possível. Mas, algumas vezes, eu me surpreendi. Na verdade, sejamos justos, os serviços públicos melhoram muito nos últimos anos. Dia destes, por exemplo, eu fui a um clube da prefeitura. Este fica próximo de minha casa. E, qual foi a minha surpresa, fui atendido com grande simpatia e naturalidade. Eu e minha amiga saímos de lá surpresos...
Por outro lado, ainda há estabelecimentos privados, comércios principalmente, que ainda estão no tempo antigo. Ainda atendem muito mal. Acreditam que o simples fato de oferecerem crédito para pagamentos (falo isto inspirado em uma farmácia no Tucuruvi) já basta. Pois vejam, busquei um concorrente que oferecesse crédito e bom atendimento. Encontrei. Não de modo perfeito. O atendimento também deixa a desejar. Mas não há mais a antipatia do dono da farmácia do Tucuruvi.

Enfim, ilustrei um pouco para falar sobre atendimentos. Quem não se atenta a este detalhe será excluído por clientes como eu. E são muitos, digo. Eu não reclamo. Peço obrigado. E não volto mais. Como alguns que visitam este blog!



SESC

quarta-feira, janeiro 04, 2006 · 0 comentários

Há dois serviços na cidade de São Paulo dignos de serem mencionados com as melhores palavras possíveis. O metrô e o SESC. Falarei deste último. Exemplo de como o dinheiro de impostos e contribuições de quem o utiliza podem ser bem empregados.
Eu costumo dizer que considero o SESC como um serviço semi-público, pois há muitas atividades gratuitas e, sua manutenção se dá, principalmente, com o dinheiro arrecadado de contribuições fiscais.
A qualidade do SESC é de alto nível. Ali você encontra pessoas de vários níveis econômicos e sociais. Há uma integração entre as diferentes idades e sexos.
O SESC é feito de detalhes. A unidade de Santana, inaugurada no 2º semestre do ano passado, prima bela belíssima decoração e limpeza. O indivíduo que utiliza suas dependências sente aquilo que todo ser humano gosta e precisa: respeito. O SESC respeita o indivíduo e promove o coletivismo.
Pude participar de duas aulas de condicionamento físico. Em uma linda sala, muito lúdica, todos ali foram agraciados por uma proposta diferenciada. Exercícios em aparelhos costumam ser muito solitários. Nas academias há um individualismo exacerbado. Mas, para a minha surpresa, o SESC conseguiu fazer desta atividade física mais uma oportunidade de integração entre as pessoas. O alongamento é feito em grupo. Na aula de ontem fomos divididos em duplas. A simpática professora pediu-nos que nos apresentássemos um ao outro. É muito prazeroso ver o sorriso das pessoas neste momento. Esta é a verdade: queremos fazer contato com o outro. Mas, o estilo de vida que o capitalismo nos impõe não nos deixa harmonizar com os nossos vizinhos nos mais diferentes locais. Enfim, todos saíram da aula sorridentes. Muito diferente de quando eu freqüentava academia. Não via a hora de ir embora!
O SESC não é apenas esporte. Lá, você encontra cultura, informação, lazer, alimentação e saúde. Este é o ambiente do SESC. Tudo com muita harmonia e profissionalismo.
Se eu disser que a unidade de Santana é perfeita, estarei faltando com a verdade. A sala de leitura, por exemplo, é inapropriada, pois ali há muito barulho, o que dificulta a concentração do leitor. As quadras molham quando há chuva. E não há deficientes físicos trabalhando nas unidades. Apenas ressalto que o acesso para deficientes físicos é absolutamente possível. Enfim, são apenas alguns detalhes a serem corrigidos.
Para finalizar, digo o que penso quando observo as dependências do SESC. Vejo ali uma proposta que poderia ser estendida por toda a cidade. Imagino uma cidade tão harmoniosa com cidadãos tão respeitados. Aos dirigentes do SESC, meu muito obrigado!



Uma reclamação seguida de uma proposta

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Preciso fazer uma reclamação. É sobre carros estacionados sobre calçadas. Os quatro pneus. Isto se dá principalmente nas calçadas de estabelecimentos comerciais do setor automotivo. Um completo absurdo! Na Avenida Dumont Villares, por exemplo, há várias lojas de assistência técnica para autos. Passei por lá ontem. Vi a BMW preta tomando conta de toda calçada. Fui obrigado a pisar no asfalto. Fiquei indignado! Neste momento sempre me lembro de uma idéia que tenho e que vou propor às autoridades públicas. O uso de celulares com câmera fotográfica para ajudar a CET na fiscalização do trânsito. Isto seria feito com o envio das fotos para um determinado e-mail. Pensemos como a CET ficaria multiplicada. Ninguém seria pago por tal prestação de serviço. Seria de forma voluntária. Eu participaria com absoluto prazer. Há riscos? Sim, há. Poderia haver brigas. Nada é perfeito. Ajustes seriam feitos.
Vejam, não fico bravo se há um carro sobre a calçada e há espaço para os pedestres transitarem. É absolutamente possível dividir espaços. Harmonizar. O que não pode é um motorista ocupar toda a extensão da calçada para guardar seu veículo. É necessário educá-lo. Não podemos pensar apenas na repressão. Uma campanha educativa permanente seria importante. Talvez mais que isso, mas as minhas propostas são estas.



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Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
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