Sobre como eu conheci a Camila

terça-feira, novembro 08, 2005 ·

Eu deitei-me e imediatamente pensei com muita alegria em Camila. Que pessoa linda! Não apenas bela como mulher. Mas também um ser humano fantástico. É assim o mundo, feito também de pessoas que o tornam melhor de se viver.
Agora vejam só a minha grande sorte. Estava eu na estação Sé do metrô. A bela morena jambo me atraíra para próximo dela. Ali, esperando o trem, eu a observava discretamente. Hoje sei que ela percebeu. Que legal isto! Então, ao entrar no trem trocamos um olhar ao sentarmos paralelamente um pouco distantes. Demorou para que ela me olhasse novamente e trocássemos um sorriso. Após isto, tive a atitude de sentar ao lado dela. Não estávamos muito à vontade. Estressado, eu me esforçava para ser simpático. Incompetente que estava naquele momento, fui dominado pela insegurança. Camila também não estava à vontade. Seguia preocupada com uma aproximação masculina quando os relógios marcavam quase meia-noite. Descemos na mesma estação. Acompanhei Camila até o seu ponto de ônibus. Ela ficou com meus contatos de internet. Fui embora incerto que ela me escreveria. Felizmente ela o fez.
Pela internet conversamos muito. Podemos nos conhecer melhor. E nossos encantos um pelo outro foram crescendo a cada conversa. O nosso humor elevado ajudou muito nisto. A franqueza um para com o outro, sem medo de esconder interesses. Tudo muito positivo.
Foram três semanas para Camila aceitar um convite meu para sair. Compreendo que ela precisava estar segura. E isto foi ótimo. Foram fundamentais tantas conversas. Isto criou uma base para que pudéssemos iniciar uma relação. Que bom que foi assim!



4 comentários:

Camila disse...
novembro 09, 2005  

Oi amor, estou amando seus textos, no qual vc descreve com perfeição nossa estória.
Realmente nosso encontro no metrô foi na verdade um presente, estou muito feliz por ter te conhecido.
Não me esqueço de vc sentado no banco paralelo ao meu, e eu percebendo que vc me olhava com estes seus lindos olhos verdes, vc também sorria discretamente....e eu achando que fosse para as duas moças no qual estavam sentadas no banco frente ao meu, até que elas desceram na estação Tiradentes do metrô, e neste instante percebi que os olhares realmente eram para mim... Quando vc levantou e veio em minha direção, meu coração acelerou...confesso que fiquei nervosa, vc deve ter reparado,rs Imaginei se tratar até de um belo bandido...rs Mas vc de foi foi, pois conseguiu roubar meu coração...
Hoje ...quando acordo sei que o nosso encontro no metrô naquela noite quente,é somente o começo de muitas de nossas estórias que serão relatadas aqui blog.
Sei que nossa estória é uma promessa a cumprir e um fruto a amadurecer,mas saiba desde já que vc é muito especial para mim !Lindo!
Mila

La Belmonte disse...
novembro 09, 2005  

Só poderia ser assim mesmo seu encontro com uma pessoa especial. Propositalmente ao acaso o Universo conspirou para que vcs se encontrassem. Que esta garota abençoada e provavelmente de alma tão iluminada quanto a tua possa ser além de sua companheira, amiga, amante e amada, sua musa inspiradora para novos textos... Com muito carinho e votos de que sejam muito felizes.

La Belmonte disse...
novembro 09, 2005  

Post scriptum: Lux, fiat lux! em meu blog eu escrevi para você, ok? Espero que aprecie minha visão de ti. Um beijão.

Mariana Alves disse...
novembro 15, 2005  

Oii Adelcir tudo bom?
Adorei a história...muito fofinha!!
Até parece filme...rsrsrrss
Muito legal a história!!
Nossa coitada da Camilla, quase que a mata de susto e paixão ao mesmo tempo?!! hihihihihi, ainda bem que ela tem um coração resistente... =D
Felicidades para o mais novo casal!!
Bjins

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fotos: Patrícia Crispim
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Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

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