Impressões erradas

terça-feira, novembro 29, 2005 · 0 comentários

Sempre temos muito que aprender sobre os seres humanos. Não podemos deixar nos levar por impressões. Curioso como elas teimam em ser tão negativas. Falo de mim, evidentemente.
Hoje, em uma longa conversa com uma amiga, cujos interesses recíprocos passam da amizade, tive a noção exata o quanto me deixo levar por impressões. Esta pessoa, cujo nome usarei apenas a primeira letra, que é K. (coincidência kafkaniana), falou-me um pouco dela. Incrível como tanta coisa bela estava escondida em uma mulher cuja beleza muito me encanta. Agora estou na fase de conhecer suas belezas interiores.
Não falarei aqui de suas qualidades. Não é esta a minha intenção. K. é apenas um exemplo do desengano que pode ser deixar-se levar por impressões. Também não vou me estender muito. Não me sinto apto a fazer isto. Só quero dizer que é melhor buscar a verdade. Indagar as pessoas. Fazê-las dizer quem são. Mas vale lembrar que é necessário observar se os comportamentos condizem com as palavras. Afinal de contas, uma imagem vale muito mais que mil palavras.



Indecisão

· 0 comentários

Confesso um desejo de agora. Poetar, quem sabe. Mas como fazê-lo se poeta eu não sou? Devo-me entregar a esta incompetência minha? Esconder as palavras dispersas em mim? Ou devo tentar fazer aquilo que não sei? Indeciso, farei o que se deve fazer na indecisão: nada!



Ônibus velho lotado; pensamentos prontos (e machistas); e um belo decote (mas sem bons modos)

sábado, novembro 26, 2005 · 0 comentários

Ônibus lotado. No desconforto dos bancos eu permanecia lendo. Ao meu lado um belo decote. Era contraste com os modos não muito delicados da morena. Rumo a Santo Amaro eu seguia viagem. O trabalho me esperava. O ânimo surgiria quando lá eu chegasse.
“Difícil encontrar uma mulher perfeita: bonita e inteligente”. “Algumas mulheres parecem que não tem cérebro!”. Era o que o rapaz mais falante dizia ao seu colega de viagem. Simples rapazes. Trabalhadores ao certo. Suas filosofias, claro, eram carregadas de preconceitos e pensamentos prontos.
Diversas vezes mudaram de assunto. Nem sempre eu prestava atenção. Mas dizer que levar surras é de gosto de algumas mulheres não podia passar despercebido. “É tempero para relação, pensam elas”. Pasmem mulheres! Mas saibam, o mundo masculino é sórdido! Na verdade, este pensamento pronto é uma forma de justificar a violência contra as mulheres. Mulher nenhuma deve ser agredida fisicamente. Nem mulher, nem homem.
Seguia lendo Balzac. Fazia anotações para fazer este texto. O belo decote ao lado dormia bebadamente. Seu perfume era álcool. Uma jovem estudante. Seria até bonita se tivesse melhores modos. Mas não é de surra que ela precisa. Necessita o que todos necessitam: boa educação.
Às vezes interrompia a minha leitura. Trepidações severas do coletivo. Uma chuva fina caía lá fora. Quando ela cessava eu abria a janela, pois fazia calor. Olhei para trás calculando a dificuldade que teria para passar no corredor. Às vezes olhava os dois "filósofos" a fim de avaliá-los. O mais falante tinha muito assunto. O outro era na verdade um tipo que concorda com tudo. Sentia como se ele não estivesse ali. Parecia estar com a sua namorada. Sim, as mulheres sabem, muitos homens são demais ausentes. Não vou dizer se a maioria. Mas sei o quanto as namoradas e esposas reclamam de atenção. Talvez a explicação seja a que uma amiga me deu: "os homens não conseguem fazer duas coisas ao mesmo tempo". Algo que ela leu. Nem sempre o que está escrito pode ser tido como uma verdade irrefutável.
Deixei o coletivo. Indignei-me com seu péssimo estado. Não foi fácil passar pelo corredor. Nesses momentos, sinto como se uma confusão fosse iminente. Um esbarrão. Um tropeção. Sei lá, algum contato físico indesejado. Levei comigo minha indignação. Ônibus velho e filosofia machista. Tive uma recompensa. A idéia para uma crônica. Dirigi-me ao trabalho. O ânimo de fato surgiu durante o expediente. Trabalhei muito. Foi bom.



Breve

· 0 comentários

Breve. Muito breve. O motivo? Desejo de ser breve. Como se fosse um momento de angústia. Que desejamos que passe logo. E a verdade é que passa. A brevidade da vida me assusta. Faz-me duvidar da existência do tempo. Devaneio? Não sei!



Algo sobre as dinâmicas de grupo

sexta-feira, novembro 25, 2005 · 0 comentários

Textos me agradam. Não importam os tamanhos. Às vezes sinto imensa vontade de escrever até o infinito. Não preciso nem dizer da impossibilidade de fazê-lo.
Mais uma vez eu sigo escrevendo sem um assunto pré-estabelecido. Quantos já se viram na situação em que não sabiam o que falar diante da obrigação de dizer algo que fosse magnífico. E o pior é que não conseguimos tal intento e nos culpamos por isto.
Isto me faz lembrar daquelas dinâmicas de grupo em que somos obrigados a inventar uma outra pessoa que não nós.
Eu fico imaginando como seriam as seleções de profissionais se pudéssemos ser nós mesmos. O chato muito chato. O antipático nada social. O arrogante com o nariz empinado. O piadista sem graça cheio de piadas sem cisos. Os sedutores de plantão ávidos por conquistas, seduções, súplicas sexuais dissimuladas. Enfim, uma infinidade de defeitos que tentamos esconder na fase de seleção.
Agora eu pergunto: SERÁ QUE É ISSO QUE REALMENTE AS EMPRESAS REALMENTE QUEREM? QUE SEJAMOS TUDO QUE NÃO SOMOS? SERÁ QUE SOMOS TÃO RUINS ASSIM?
Se não me engano creio que já li que as empresas querem pessoas com capacidade de tomar decisões rápidas (mas as melhores decisões são tomadas com calma). Se isto for fato, as empresas estão loucas, pois querem que façamos o pior: tomar uma medida sem pensar!
Bom, há outros questionamentos a se fazer, mas daí o texto vai parecer sem fim. Mas se o "fim" muitas vezes é chato, outras é o que mais esperamos.
A verdade, para mim, é o seguinte: saem-se melhor os que fazem o que as empresas querem com naturalidade. Sim, pois há pessoas que são altamente capazes de se adaptar sem perder sua essência. Estes sobrevivem. Destacam-se. Vamos observá-las melhor. E por favor, sem inveja!



Incolor

· 0 comentários

Eu quero dizer algo. Já estava com a caneta na mão. Olhei para a folha cheia de pautas. Pensei: VAI FICAR EM BRANCO. Mas como dizer isto sem manchar a folha com tinta? Bom, o que posso dizer é que as demais pautas ficarão vazias de palavras. Quem me dera se a minha mente estivesse assim agora. Vazia! Absolutamente incolor!



Projeções

· 0 comentários

Às vezes olho para o meu cãozinho de estimação e parece-me ele tão entediado. Caramba! Será que estou me projetando até no meu cão? Porque nós seres humanos somos uma máquina de projeções. Por isso, tomemos cuidado com o nosso ódio. Muitas vezes estamos na verdade é projetando defeitos nossos que não suportamos. Ter consciência disto ajuda. Arrogante aquela pessoa? Não será você o arrogante?



Jacintha

quarta-feira, novembro 23, 2005 · 3 comentários

Quem é Jacintha? Uma nova mulher em minha vida? Apenas uma amiga? Uma velha conhecida que me veio à mente hoje? Enfim, serei brevíssimo ao falar dela, posto que estou absolutamente sem inspiração para escrever.
Esta bela negra não vive no Brasil. O que ela tem de mais belo é sua voz suave, de uma maciez que eu não comparo à nada. Jacintha canta Jazz com maestria. Sua voz toca a minha alma, deixando-a mais leve.
A todos que gostam da boa música, fica aqui esta indicação. Ao ouvir Jacintha, imagino-me em um belo bar amadeirado. Bebendo algo bom. E, o que é mais importante, com uma agradável companhia.
Eu só queria falar isto. Enquanto escrevo, ouço a música que toca. Jazz de altíssima qualidade. Jacintha.



Muito blues, muita sinceridade, muita honestidade...

segunda-feira, novembro 21, 2005 · 2 comentários

Centro Cultural Vergueiro. Mais um domingo. O tempo um tanto indefinido. Confuso como eu. O show de blues de ótima qualidade. Ao meu lado Camila. Estávamos ali como namorados que pedem um tempo para refletir. Uma indecisão tomara conta de nós. Eu, um homem que não consegue esconder sentimentos, deixei transparecer minhas angústias. Camila, uma mulher altamente perspicaz, não deixou de perceber meus modos diferentes. Abrir o meu coração para ela fez-me muito bem. Meu humor melhorou. A chuva fina que me angustiava amenizou. Assim, falei o que sentia naquele momento. Ela fez o mesmo. E chegamos à conclusão de que não fomos feitos um para outro. Podemos ser amigos, não namorados. E a esta conclusão chegamos com absoluta tranqüilidade. A certeza final foi no metrô de volta para casa. Camila disse sentir que não namoraríamos mais. Eu confirmei tal previsão. Sorrimos um para outro. Prometemos amizade. Isto será simples de acontecer. Posso dizer que já se iniciou no próprio domingo. Este namoro fugaz com a Camila trouxe-me uma lição deveras importante: ser honesto consigo e com o outro, jogar limpo, ser sincero sem ser indelicado. E foi o que fizemos. Na escola da vida, fomos alunos da mesma classe. E de épocas escolares costumam surgir grandes amizades. Espero que assim o seja.



Arte, erotismo e café

sábado, novembro 19, 2005 · 0 comentários

Exposição é algo que eu não gosto muito. Já escrevi isto em outra oportunidade. Mais uma vez fui acompanhado. Desta vez com uma namorada. O Centro Cultural Banco do Brasil é bastante agradável. Antes de visitarmos a exposição “Erótica”, fomos ao café. Pressa naquele momento era algo inexistente. Entre sorrisos e conversas amenas, preparávamos nossos espíritos para encarar a exposição.
Contas pagas. Mãos dadas. Tudo feito de modo tranqüilo. Encararíamos agora as obras. Algum constrangimento? Não, nenhum! Mas talvez os mais velhos se choquem. Pois algumas obras são um tanto polêmicas. Quantas mulheres será que ficam à vontade frente a um vulvódromo?
A exposição estava dividia em três pisos. Sem dúvida, a obra que mais me chamou a atenção foi DESENHANDO EM TERÇO – Márcia X. Nela evidencia-se uma crítica à castidade dos padres da Igreja Católica. O fotograma mostra alguns pênis com terços, como que denunciando que os padres, em meio a terços, batinas e hóstias, também profanam tanto quanto um ser humano comum (ou será livre?).
Posteriormente, encaramos os autos-retratos. Ali, a obra IBDI 2000 – Luiz Zerbini, prendeu a minha atenção. Duas esculturas em mármore idênticas se encarando friamente. Eu tentava ver alguma expressão nos olhares das esculturas. Frustrava-me com tal tentativa. E o que mais me tocava era a representação do artista se olhando, isento de medos.
A última obra trata de um tabu: masturbação feminina. ONAMISMO (Academie dês Dames) – Albert Margaret. Em um dos desenhos do quadro, uma mulher se masturbando e escondendo seu rosto. Nem ela mesma queria ser testemunha de tamanha vergonha. O segundo desenho eram duas mulheres fazendo sexo oral. Ali também a mulher que recebia a língua da outra escondia o seu rosto. Vergonha de seu próprio corpo? Vergonha de seu ato? Penso que ambos.
Obras visitadas, seguimos rumo para algum templo de consumo, onde tudo é mais fácil de assimilar, dada a superficialidade do ato.



Mania de perseguição

sexta-feira, novembro 18, 2005 · 0 comentários

Um fato muito curioso está ocorrendo em relação a este blog. Ocorre que as pessoas que me criticaram estão com mania de perseguição. Escrevo algo e me perguntam se foi para elas. Muito engraçado isto! Já fiz este comentário com uma delas. Fiquem tranqüilas. Livres para fazer críticas. Jamais vou persegui-las, nobres pessoas. Posso até fazer uma crítica ou outra. Daí, então, sou obrigado a lembrar o que já escrevi: quem critica também é criticado.



Chuva fina

· 1 comentários

A chuva fina tem vindo pelas manhãs. Ela vem, fica e diluí o meu sorriso. Então, a ausência de alegria se faz existir. Não é algo constante. Assim mesmo, é possível manter a simpatia. Se toda água tem sua fonte, preciso descobrir de onde vem essa chuva fina. Bem fininha...



Temos a obrigação de melhorar como pessoa

· 2 comentários

Antes de começar a escrever, revelo que estou decidindo sobre o que vou discorrer. Não que haja tantos assuntos assim em mim. Faço isto como uma prestação de contas. É uma maneira honesta de tratar os que lêem os textos deste blog. Para que vocês saibam que nem sempre as palavras vêm de modo tão simples.

Não decidi ainda sobre o que escrever. Ao subir para o quarto pensei em falar da sensibilidade das mulheres. Fazer algum tipo de homenagem para elas. Pensei também em falar de uma obrigação de todo ser humano: melhorar como pessoa. Então, entre estas duas opções, escolhi a segunda. Espero sair-me bem.

Muitas vezes conheço pessoas que tem muito a melhorar como pessoa (eu sigo na luta, caminhando). No momento em que falo isto, lembro-me de um morador de minha rua. Um rapaz com aproximadamente 40 anos que já tem seus dois filhos, cada qual com uma mulher. Alguém que a maldade envelheceu antes do tempo. A alma desta pessoa nada tem de bela. É alguém que semeia ódio. Que amigos não tem. E de ninguém é amigo.
O que me dói é saber que esta pessoa não mudará. Ela nada faz para mudar. Certamente não tem consciência desta necessidade. Assim, segue infeliz em sua vida.
Perdoem-me pelo relato acima um tanto pesado. Vejam, não é intenção minha falar mal desta pessoa. O propósito não é este. Apenas a tomo como exemplo para ilustrar este texto. Peço desculpas pela ilustração ser tão cinza.
O que quero dizer é que é obrigação de todo ser humano melhorar como pessoa. Melhorar o seu caráter. Combater a maldade que gosta de se alojar naqueles que já não são mais crianças. O caminho não importa. Terapia. Religião. Artes marciais. Arte. Esportes. Altruísmo. Qual seja. Não há o melhor caminho (ou será que há?). Enfim, cada um deverá encontrar o caminho que mais lhe apraz. O que não pode é o indivíduo deixar a maldade se acumular. Entregar-se a sua destrutividade. Enfim, ser escravo de sua mente. Não, ele deve sim tomar as rédeas de sua mente. Dominá-la. E esta mente não deverá ser de outro modo que não bela e saudável. Apenas com um mínimo de maldade. Porque talvez um pouco deste ingrediente seja necessário. Será mesmo?



"Gigantes adormecidos"

· 0 comentários

Outro texto? Vocês me permitem? Acho que é a primeira vez que peço para escrever antes de fazê-lo. É que vocês que lêem os textos deste blog são muito importantes. Ora, o que seria de um texto sem ninguém para ler? Fazendo uma analogia, o que seria de uma mercadoria sem ninguém para comprar? Que poder que nós temos, hein? No fundo, os capitalistas dependem de nós. Somos gigantes. Precisamos acordar.



Depois de uma constatação, uma crônica

segunda-feira, novembro 14, 2005 · 3 comentários

Enquanto escrevo, as ondas sonoras trazem Vivaldi aos meus ouvidos. A leveza da música contrasta com a minha agitação. Às vezes o estress nos tem por motivos banais. Quem nunca ficou irritado à toa? São pequenos detalhes que nos pegam de surpresa. É preciso ficar atento aos detalhes. Eles são o que de mais importante há em nossas vidas. Descubra seus detalhes e você será uma nova pessoa. Eu estou descobrindo os meus. Mas ainda sigo ignorante de boa parte deles.

Uma preocupação me tem. Este blog está perdendo suas características principais. O propósito de escrever crônicas ou opiniões está um pouco esquecido. Curioso como ninguém ainda me criticou neste sentido. Eu sou meu próprio crítico, então. Ocorre que não quero fazer deste espaço um diário. Oras, isto é deveras egocêntrico! Quem falou que a minha vida interessa às pessoas?

Mas eu posso fazer uma observação. Talvez uma correção. É possível que este blog seja uma mistura de opiniões, crônicas e auto-retrato. Talvez eu tome a minha pessoa como exemplo para falar sobre os fatos da vida. Sim, talvez seja isto. Se assim for, sinto-me aliviado.

Agora tentarei relatar um fato. E isto se dará em forma de uma crônica. Ocorre que eu estava no metrô. Dirigia-me para um encontro com a minha namorada. Isto se deu no último domingo. Sentado ao lado de uma mulher, vi que um homem a observava libidinosamente. Seu olhar não se fixava apenas no rosto daquela que pouca simpatia expressava. Era um olhar lascivo. Que deixava bem claro sua carência sexual. Bom, de repente nem era carência, e sim um costume tarado daquele rapaz de desejar as mulheres cujo corpo lhe interessa. Olhei para a mulher a fim de depreender o que ela achava sobre a tentativa apelativa de um flerte. Sua feição não era de bons amigos. Penso que ela entendia bem as intenções do rapaz ali em pé com sua mochila em uma das mãos. Claro estava que ele tinha uma única intenção: possuí-la sexualmente e depois ir atrás de outra mulher. Agora, se sua tática de sedução era aquela, penso que ele vai ter que apelar para a carteira e sacar de seu dinheiro de trabalhador a fim de satisfazer suas necessidades (ou será o seu ego? Ou será sua patologia?). Enfim, naquele momento estava claro para mim que no jogo da sedução aquele homem não seduzia a mulher de cara amarrada. Eis que me levanto e peço licença para ela. Prontamente o rapaz tomou o lugar que eu ocupara. Rapidamente a mulher se levantou. Fiquei observando se ela desceria na mesma estação que eu, ou se realmente estava dando um fora definitivo no trabalhador cheio de necessidades ou seja lá o que for. Ela não desceu. Ficou em frente à porta. Talvez desceria na próxima estação. Pensei: É ASSIM MESMO, AMIGO. NEM SEMPRE SE GANHA. Desci. A incerteza que tive é que se o homem, ferido em sua vaidade, levantaria posteriormente para descer na mesma estação que aquela mulher. O que garante que de fato ela o rejeitava? É preciso lembrar que as mulheres, na maioria das vezes, escondem seus desejos. Falo com propriedade. Lembro-me de mulheres que se faziam rejeitar. E que depois de um bom papo deixaram todas as guardas escondidas. Não foram muitas. Na verdade foram muito poucas. O que quero dizer é que um “não” de uma mulher nem sempre é “não”. É preciso pagar para ver. Segui meu rumo. Fui direto ao encontro de minha namorada. Vale lembrar que a conheci no metrô. Certamente não foi com um olhar lascivo.



Um pouco sobre globalização

· 0 comentários

Parte de um trabalho que fiz sobre Globalização segue abaixo. Esta parte é inteiramente minha. Espero que seja interessante para quem ler.

É necessário ressaltar os efeitos nocivos da globalização. Por exemplo, uma crise econômica na Ásia pode afetar rapidamente o mundo inteiro, como ocorreu em 1997, o que fez com que o Brasil quase “quebrasse”. Assim, as economias mundiais ficam mais vulneráveis às crises e especulações. Um outro efeito bastante nocivo é aumento do desemprego. Isto se dá em função da busca por uma produção com custos cada vez mais baixos por meio da adoção de tecnologias que cada vez mais dispensam mão-de-obra. Um automóvel hoje não é produzido sem a presença de robôs que executam tarefas complexas e minuciosas com mais eficiência que um ser humano, além de não cobrarem salários. Sem dúvida, esta é a principal característica negativa da globalização. Contudo, há uma outra que também tem um sério peso negativo. Com a globalização, as culturas locais podem se extinguir, fazendo com que o mundo se empobreça culturalmente. Tal fato pode trazer sérios prejuízos ao turismo, pois um dos motivos que faz com que uma pessoa vá visitar outra cultura é justamente a curiosidade em conhecer algo diferente. Portanto, se todas as culturas se tornarem iguais, qual será o motivo que uma pessoa terá para viajar? Que graça terá ir para um lugar igual ao seu?
Outro efeito bastante nocivo é o crescente aumento de poder das multinacionais. Neste sentido, elas impõem condições de preços e produção, por exemplo. Além disso, elas podem enfraquecer as economias, na medida em que a participação do Estado deve ser cada vez menor na regulamentação das economias. Evidentemente que uma multinacional tem como principal objetivo a defesa pelo lucro cada vez maior. Em teoria, o Estado deve defender as pessoas. Imaginemos, então, um mundo onde as multinacionais ditam as ordens. Onde chegaríamos? Evidentemente seria ilusão dizer que os Estados, nas diferentes partes do mundo, fazem o seu papel com excelência, principalmente no Brasil. De qualquer forma, os governantes, em um regime democrático, representam seu povo, e devem ser vigiados pelos seus eleitores contra interesses meramente econômicos. Neste sentido, é necessário que haja uma politização das pessoas cada vez maior para que elas tenham uma postura de enfrentamento em relação aos perigosos interesses das multinacionais. É preciso lembrar que o consumidor é um "gigante adormecido". E as empresas de todo o mundo dependem dele.



Um parágrafo. Um domingo.

domingo, novembro 13, 2005 · 1 comentários

Domingo de muito sol. Camila linda e morena. Conversa entre sogra e nora. Bom papo. Almoço simples. Convite para sair. Centro Cultural São Paulo, na Vergueiro. A opção de transporte foi o ônibus. Caminhada para o lado errado. Finalmente o destino final (não, não é final, outros destinos estão por vir). Jovens aos montes. Uns jogam xadrez. Outros, hábeis no iô-iô. Há casais também. Fila para o cinema. Não precisa pagar. Sessão das 16h. Tempo para um sorvete. Água de quinino com gelo também. Claro, muitos beijos e abraços. Fila agora para a sala de cinema. Uns 15 min. Mais uma vez nos bancos da frente. Espera para a luz apagar. Vontade de beijar (como é bom beijar!). Beijo e amassos comportados. Teatro na tela do cinema. Hamlet. Um sono que bate. Os olhos pedem para fechar. O sono é vencido. Muito carinho. Mais beijos. Finalmente o THE END. Ufa! Vontade de ir ao banheiro. Agora um lanche. Onde? Fran´s. Caro, mas é bom (será mesmo?). Um lanche com queijo e ervas. Pequeno mas delicioso. Para ela suco de amora ("vou contar pra sua mãe que você namora"). Café com caramelo. Contas divididas. Ausência de machismo. Caminhada até o shopping. Estamos na Paulista. No shopping de mesmo nome, vontade de comprar uma camisa. Antes, namorar alguns sapatos. O preço está alto, mas o gosto é exigente. E as camisas? Difícil encontrar uma que agrade totalmente. Sempre há um "defeito". Comprida demais. Gola gigante (o vendedor diz que é estilo italiano, parece mais estilo palhaço!). Na mesma loja um outro modelo de camisa quase é comprado. O senso crítico da namorada diz para não levar. AQUELA PRETA FICOU MELHOR... É ELA QUE VOU COMPRAR ENTÃO... Gosto a ser atendido e dinheiro economizado. Dificuldade de sair do shopping. Onde está a saída? Espera no ponto de ônibus. Será que o ônibus passa aqui? Na dúvida, melhor ir de metrô. Beijos e abraços. Gentileza até o lotação. Sexta tem festa (não fomos!). Até lá um pouco de saudades. Domingo que vem tem mais.



Depois da dúvida, um parágrafo para uma amiga

sábado, novembro 12, 2005 · 0 comentários

O que escrever? Confesso, não sei! Esta não é a primeira vez que me vejo nesta cilada. E eu procuro fazer esta pergunta e seguir escrevendo. Para quem sabe caminhando encontrar o caminho. Não é assim que a frase famosa nos ensina? Então quem sabe daqui a pouco eu pense em algo, mude repentinamente de assunto, deixe a minha querida amiga, que me critica por fazer isto, ainda mais indignada, se é que ela fica assim. Na verdade, creio que não. Ela fez apenas uma observação.

Este é o século da comunicação, no meu entender. Então, quem não se comunica se prejudica. E quem se comunica demais pode ir para o mesmo caminho. Eu respondi a uma afirmação de uma amiga. No momento em que escrevi não pensei estar sendo indelicado. Mas eu fui. E acabei produzindo uma resposta inesperada. Peço desculpas, minha amiga! Você está aí no Sul lutando no seu dia a dia. E a gente sempre troca gentilezas. Eu, na minha incapacidade momentânea, cometi uma indelicadeza com uma amiga tão querida. Ficam aqui as minhas desculpas. Mas peço que você não as aceite, para que eu não cometa novamente o mesmo deslize. Aprendi isto com uma pessoa que conheci. Não chegou a ser uma amiga, mas me deixou este ensinamento.
Para terminar, digo que uma mulher deve sempre ser tratada com a devida delicadeza. Mas já afirmei várias vezes que sou deveras imperfeito. Afirmo novamente...



Ainda sobre as críticas

· 0 comentários

É sabido que cada pessoa interpreta o que vê, ouve, ou lê de acordo com seus valores e sua bagagem cultural. Neste sentido, os meus textos produzem interpretações variáveis. Evidentemente que isto é absolutamente normal em um universo com pessoas com diferentes cabeças.
Por exemplo, uma pessoa muito alto astral disse que meus textos, mesmo quando tratam de questões reais, não se tornam negativos. Tem sempre uma pitada de humor. Algo que agrada. Que não gera nenhum tipo de tristeza. Neste sentido, pensamos igual.
Contudo, já fui cobrado para colocar mais o meu humor nos textos. Na verdade, uma avaliação até positiva. Esta pessoa, uma boa amiga, crê que posso ser ainda mais alto astral nos textos, colocando mais de mim.
Evidentemente que nem todos os textos deste blog carregam a marca da alegria. Assim, posso dizer que uma amiga sulina fez uma observação bastante correta. Disse que percebe as nuances do meu humor. As quedas. E os ápices de alegria. Fato absolutamente normal.
Mas, uma pessoa disse que meus textos carregam uma mágoa da vida, uma revolta. Evidentemente que ripilo tal afirmação, amante que sou da vida. Mas é uma opinião, devo respeitá-la.
Enfim, este é mais um comentário que faço sobre as críticas. Elas são interessantes. Foram feitas por amigos ou amigas. Eu as recebi de peito aberto. Com a mesma tranqüilidade que as devolvi. Espero que todos tenham tido a mesma postura que eu. Ler. Avaliar. Concordar ou não. Sem se magoar com um argumento que possa parecer mais contundente. Afinal, criticar também é ser criticado às vezes.



Liberdade!

sexta-feira, novembro 11, 2005 · 0 comentários

Deitei-me. Uma necessidade de escrever me domina. Caneta à mão, folhas em branco e um desejo. Que desejo? Escrever, oras!
Quero aqui a liberdade para discorrer sobre o que eu bem entender. É um momento meu de liberdade. Vocês estão livres também. Para ler ou não este texto que vai ganhando corpo a cada palavra que me vem à mente.
Declarada a minha liberdade, não posso deixar de falar sobre a Camila. Não por uma obrigação. Mas sim por absoluto prazer e uma necessidade também. Porque a Camila é muito especial. Todos os meus amigos vão conhecê-la. Chegará a oportunidade. Assim como chegou a minha. E poderão ver que paz carrega esta mulher. Linda por fora. Linda por dentro. Exemplo da harmonia que tanto gosto.
Vou agora fazer um aviso. Este texto poderá ser longo. Ainda há tempo para desistir. Usar da liberdade que mencionei. Eu estou fazendo uso da minha.
Não sei se vou divagar. Nem sei se vou relatar algum fato. E este dia foi deveras importante. Tive exemplo hoje da minha imperfeição. E a certeza de meus sentimentos de carinho e admiração por um grande amigo. Pena que a gente, muitas vezes, também magoa quem a gente gosta. Devo dizer que dizer que solidariedade é fundamental. A falta dela pode trazer transtornos. E mágoas...
Mas as mágoas foram feitas para serem guardadas ou esquecidas. Fica aqui uma pergunta: É MAIS DIFÍCIL ESQUECER UMA MÁGOA DE QUEM A GENTE GOSTA?
Perdoem-me se estou sendo obscuro. É dever meu fazer isto deste modo. Um momento de resguardo. Por favor, entendam.
Hoje não vou reclamar da falta de assunto. Uma grande amiga alertou-me sobre as minhas auto-críticas. Hoje escrevo facilmente. As palavras vem uma a uma. Pedem passagem. Tenho que ser rápido. Assim é fácil errar.
Já que falei de erros, por que não falar deles? Ora, eles são normais. Não esperem a perfeição. Ela não existe. Nem mesmo na natureza!
Perdoem-me os ecologistas. A natureza realmente não é perfeita. É belíssima. Isso sim.
Bom, faço um favor a vocês. Anuncio que este é o ultimo parágrafo. Este texto passará por uma releitura minha. Só então decidirei se vou publicá-lo. Sou minha própria censura. Neste caso penso que ela é necessária. Do contrário, caros leitores, eu daria presentes a vocês como se fora um grego.
Menti (ou simplesmente me enganei?). Aquele não foi o último parágrafo. Necessito de mais um. Para que? Para falar sinceramente sobre um assunto. Sinceridade. Estou feliz, pois hoje uma pessoa muito querida por mim disse não abrir mão desse preceito. Na verdade, não me foi uma novidade. Ela sempre foi muito sincera comigo. Fica aqui a minha admiração por esta pessoa.
Pode ser que a sinceridade às vezes choque. Mas é melhor ter certezas. Assim saberá que aqueles sentimentos são verdadeiros. Sejam bons ou ruins. Saberá a verdade. Isto que importa.
Não vou mais anunciar o último parágrafo. Não que eu tenha dificuldades em me desdizer. Isto é simples fazê-lo. Se estou errado eu faço. Sinto-me livre para tanto. E nada melhor do que a liberdade. De amar. Opinar. Olhar. Criticar. Viver. Desdizer... Liberdade. Este será o título deste texto. Que aqui termina. Não há mais folhas em branco. É o fim. Agora é para valer. Foi este o último parágrafo.



A carona me prejudica intelectualmente

· 1 comentários

Vejam só como é a vida. O benefício me traz um prejuízo. Se chego mais cedo em casa, deixo de ler o livro que gosto e preciso. Ocorre que no carro eu vou conversando (e a conversa e as companhias são ótimas), enquanto que no ônibus e no metrô eu viajaria lendo.
As pessoas poderiam me questionar com o seguinte: SE CHEGO MAIS CEDO, TENHO MAIS TEMPO PARA LER. Ocorre que em casa já não é igual, pois a cama é deveras sedutora. Ler nela induz ao sono. É quem é que não se entrega a este?
Bom, esta é mais uma peculiaridade que a vida me dá. Não nego, a carona é um grande conforto. Além de chegar mais rápido (a pressa faz parte de nossas necessidades), vou acompanhado de pessoas maravilhosas. Por todas elas guardo um grande carinho. Enfim, deixo aqui para vocês leitores o veredicto final. Continuo pegando carona?



Sou humano, não sou máquina

quinta-feira, novembro 10, 2005 · 2 comentários

Vou fazer uma confissão aqui: este é o segundo texto que escrevo em minha cama. O primeiro é deveras ruim, jogarei fora. Este não será diferente. Por isso ele sofrerá da brevidade. Hoje, minha amiga de Santos, aquele bom humor que você pede para eu colocar nos textos inexiste. Hoje o que escrever não terá belas cores. Revolto-me? Não! Que posso fazer? É assim mesmo. Não sou máquina. Sou humano.



Rapidamente

· 2 comentários

Rapidamente. Só quero dizer. Estou no metrô. A hora zerou. Bem, é que o stress me tem. Dissabor moderno? Não creio! É que hoje estamos mais suscetíveis a ele. Na velocidade que vai a vida, vai também o trem. Não fica para trás este texto, que velozmente termina.



INCOMPETÊNCIA

quarta-feira, novembro 09, 2005 · 1 comentários

Hoje cheguei mais tarde em casa. Um contratempo na marginal. É a vida. Ninguém se aborreceu. Carros quebram. São os fatos imprevisíveis. Os mesmos que temperam a vida. E que às vezes viram um parágrafo, ainda que bastante superficial.
Se a maior parte do dia não me foi boa, terminei este mesmo dia com um humor bem melhor. Estabeleci conversas amigáveis. Estive mais próximo de pessoas que quero conhecer melhor, pois sei que estão no grupo daqueles que, já mencionados em outros textos, fazem este mundo melhor.
Agora já passa da 1h. Madrugada de segunda-feira. Sob o cobertor, escrevo um pouco. Sigo incerto onde vai dar este texto. Confesso, gostaria de escrever algo melhor. Deixar aqui uma bela mensagem. Não em busca de um elogio. Apenas fazer uma pequena colaboração para os que vão ler este texto. Se não consigo fazer isto, peço desculpas. Se a vida muitas vezes nos obriga a fazer confissões, eu confesso a minha incompetência neste momento. Incompetência para escrever. Desculpem-me.
-
clique no título deste texto para ler SOU HUMANO. NÃO SOU MÁQUINA



Sobre como eu conheci a Camila

terça-feira, novembro 08, 2005 · 4 comentários

Eu deitei-me e imediatamente pensei com muita alegria em Camila. Que pessoa linda! Não apenas bela como mulher. Mas também um ser humano fantástico. É assim o mundo, feito também de pessoas que o tornam melhor de se viver.
Agora vejam só a minha grande sorte. Estava eu na estação Sé do metrô. A bela morena jambo me atraíra para próximo dela. Ali, esperando o trem, eu a observava discretamente. Hoje sei que ela percebeu. Que legal isto! Então, ao entrar no trem trocamos um olhar ao sentarmos paralelamente um pouco distantes. Demorou para que ela me olhasse novamente e trocássemos um sorriso. Após isto, tive a atitude de sentar ao lado dela. Não estávamos muito à vontade. Estressado, eu me esforçava para ser simpático. Incompetente que estava naquele momento, fui dominado pela insegurança. Camila também não estava à vontade. Seguia preocupada com uma aproximação masculina quando os relógios marcavam quase meia-noite. Descemos na mesma estação. Acompanhei Camila até o seu ponto de ônibus. Ela ficou com meus contatos de internet. Fui embora incerto que ela me escreveria. Felizmente ela o fez.
Pela internet conversamos muito. Podemos nos conhecer melhor. E nossos encantos um pelo outro foram crescendo a cada conversa. O nosso humor elevado ajudou muito nisto. A franqueza um para com o outro, sem medo de esconder interesses. Tudo muito positivo.
Foram três semanas para Camila aceitar um convite meu para sair. Compreendo que ela precisava estar segura. E isto foi ótimo. Foram fundamentais tantas conversas. Isto criou uma base para que pudéssemos iniciar uma relação. Que bom que foi assim!



Um pouco sobre política.

segunda-feira, novembro 07, 2005 · 0 comentários

Política é algo fundamental em nossas vidas. Mas, nós brasileiros, aprendemos com os próprios políticos a não gostar do assunto. Ocorre que parece que tudo é tão sujo que preferimos virar a cara. Mas isto não é bom. Favorece aos picaretas que hoje o Lula daria cheques em branco tranquilamente.
Lembro-me que tive OSPB na escola. Também tive Educação Moral e Cívica. Amava as duas matérias. Nascia ali a minha predileção por política. Algo que também aprendi a gostar com os meus irmãos.
O fato é que tenho escrito pouquíssimo sobre política. Não posso entrar no debate da questão, uma vez que não sou um estudioso do assunto. Mas tenho o direito de expressar as minhas opiniões, ainda que estejam erradas.
A atual crise política pelo qual passa o decepcionante governo Lula acentua o desprezo que a maioria dos brasileiros têm pela questão aqui tratada. Isto é grave. Oportunistas (e são muitos) vão se beneficiar. O descrédito pode fazer brotar votos para populistas de plantão. Tem um aí que está de olho. Não direi o nome. Mas ele de garoto não tem nada.
Em face da crise, penso que as eleições presidenciais de 2006 serão sangrentas. PT e PSDB vão se degladiar nas telas. Aos demais candidatos bastará deixar que os dois principais partidos no Brasil minem suas próprias possibilidades de uma eventual vitória. Mas, se qualquer um dos dois ganhar, o que teremos é apenas mais do mesmo.
Termino aqui com uma pergunta. Caso o Lula não posso ser candidato, está possibilidade é real, embora as elites não queiram arrancá-lo do poder, uma vez que Lula presta um bom serviço a elas, quem será o candidato do PT? Isso se o PT puder ter candidatos, pois corre o risco de perder o seu registro (que vexame!) em função do suposto envio de dinheiro de Cuba para a campanha de Lula. Se isto for verdade não me impressionará. O pragmatismo do Campo Majoritário (ala que domina e afunda o PT) não tem limites. É tudo pelo poder. Perdê-lo jamais! (acabei me estendendo).



Tem sentido?

· 2 comentários

São quase 5h da manhã de segunda-feira. O sono se foi. Onde será que ele está? E os sonhos que ia ter? Não os terei mais? Serão outros sonhos? Nunca vou saber!
Após escrever sobre meu belo encontro com a Camila Mendonça, resolvi escrever algo. Mas confesso que não vejo muitas possibilidades em conseguir fazer isto com êxito. Parece que as palavras fugiram com os sonhos. E agora como vou recuperar a ambos?
Uma amiga reclama que mudo de assunto repentinamente. Descobri que isto é um estilo que tenho. De maneira que uso desse recurso para falar de algo que me ocorreu antes de deitar-me. Leiam o parágrafo seguinte...
É sobre mentiras que falo agora. Vou ilustrar um fato. É rápido. Ocorre que na quinta-feira passada resolvi me vestir melhor para o trabalho. Uma colega então perguntou aonde eu iria. Respondi: NAMORAR UM POUCO. Aquilo dito por mim não era uma verdade. Uma mentira que precisou de apenas algumas horas para se tornar, parcialmente, uma verdade. Vamos ver se eu consigo explicar. Talvez eu me perca.
Ocorre que, até aquele momento eu não tinha uma namorada. Então eram duas mentiras. Eu não ia namorar e namorada eu não tinha. Eis que no domingo eu peço uma bela morena jambo em namoro e ela aceita (claro que já vínhamos nos conhecendo, conversando, não foi nada de súbito). Portanto, uma mentira foi extinta. Ela só precisou de algumas horas para acontecer. É isso que estou tentando dizer (e creio que não esteja conseguindo), a mentira, muitas vezes, só precisa de um tempo para se tornar uma verdade. É isso! Só isso! Será que tem sentido?



Pedido de namoro antes de beijar (primeira vez!)

· 4 comentários

Domingo. 16h. Pontualmente, encontrei Camila no metrô Tucuruvi (amo a pontualidade!). Havíamos combinado de ir ao CINESESC. Já na Augusta, resolvemos entrar no Espaço Cultural Unibanco. Não sabíamos em qual número da Augusta ficava a primeira opção. Da próxima vez anotamos o endereço corretamente.
Antes do filme, café, papo e carícias nas mãos. Nossos olhares se encontravam. Trocávamos elogios. Sorríamos satisfeitos com as nossas presenças. O momento era demais agradável. Camila me encantava...
Num dado momento, não me lembro o que dissemos um ao outro, intencionei um beijo. Camila recusou-me seus lábios e me deu sua face. Percebi que me precipitara. Mas guardava comigo a certeza de nossos desejos um pelo outro...
Tranqüilos, nos dirigimos ao outro Café do cinema. A fome me seduzia. Camila fazia o mesmo com seus modos singelos, tranqüilos e verdadeiros.
Eu a tocava muito. Ela gostava dos meus modos carinhosos. Após comer algo, sugeri uma caminhada depois que comprássemos os ingressos. Curioso como estávamos nos esquecendo deste último detalhe...
Não fomos longe. Do outro lado da Augusta, flores, bancos, lojas e romantismo. Em meio à arquitetura colorida, fitávamos um ao outro. Ali, naquele banco laranja, declaramos nossas intenções. Pedi Camila em namoro. Sem rodeios ela aceitou o meu pedido. Olhei para seus lábios e pedi um beijo. Ela confessou estar envergonhada. Embora charmosa, não fazia uso de seu charme naquele momento. Era vergonha mesmo. Coube a mim dar um jeito. Finalmente nossos lábios se encontraram. Nunca houvera pedido em namoro uma mulher antes de beijá-la. Vai que o beijo não é bom! Não foi o caso. Felizmente a química do beijo foi maravilhosa. E o romantismo, coisa que gosto muito, estava presente. Camila e eu estamos namorando...



Sapato justo, Cuba, Gazetinha, Café, Bom papo...

domingo, novembro 06, 2005 · 0 comentários

O sapato justo causava-me dores. Dirigia-me para um encontro com uma amiga. Resolvera que ao chegar à Paulista compraria um novo par de sapatos, embora o que eu usava era belo e novo. Aprendi que devemos optar pelo conforto em detrimento da beleza.
Cheguei atrasado. Fato raríssimo. Gosto de ser pontual. Mas ontem falhei. Como eu já disse, não sou perfeito.
M. estava em frente à farmácia. Não vi que era ela. Eu passava de cabeça baixa rumo ao local onde havíamos marcado. Fomos até à loja mais perto. O atendimento falho fez-me desistir da compra. J. sabe como sou exigente.
No Shopping Paulista o filme, o único que nos interessava, começara a 20min. Fomos para o Gazetinha. Local agradável. Classe média presente. Cinema e alimentação. Tudo muito bom. Na tela, HABANA BLUES. Um filme cubano. Razoavelmente bom. Muita música e dramas nativos.
No café M. falou mais sobre seu atual conflito. Ela carrega dúvidas no coração. O cara é quase tudo o que ela procura. Mas há dois fatores que a desanimam. Aqui um pensamento: não adianta cerrar os olhos para os defeitos, eles vão se manifestar cedo ou tarde. Aprendi isto com o tempo. Hoje tento não me enganar sobre este aspecto. Não cometo mais aquele engano de dizer EU PASSO POR CIMA DISTO. A vida, as experiências que somamos, nos ajuda a ser mais sinceros com a gente mesmo. M. conseguirá. Não sei se agora. Ela é muito nova. O tempo a ensinará. Cheia de dúvidas, ela não sabe o que fazer. São desafios que a vida nos traz. E ela não se esquece de ninguém. Eu acho isto magnífico. O show da vida é fantástico. Que bom como ela é!



Vão dizer que é carência (de fato é!)

sábado, novembro 05, 2005 · 1 comentários

Eu estava no coletivo. Olhava pela janela e pensava na necessidade de escrever algo ainda hoje. Daí peguei-me cobrando tal tarefa. Questionava-me que tinha escrito pouco nesta semana. Então iniciei um texto. Mentalizei. Juntei letras. Formei palavras. Com estas, frases e orações ao final. Evidentemente que agora escrevo outro texto. Pouco me lembro do que criei em minha mente. Na verdade foram uns quatro ou cinco textos. Nenhum deles eu terminei. Espero que aqui eu chegue a um final. E que seja interessante.
Ali, no coletivo, eu via pessoas. Não nego que naquele momento eu me sentia carente. A verdade é que eu necessitava de atenção feminina. Mas o estress deixava meu semblante não muito atraente. Não havia o brilho que meus olhos tinham a algumas horas atrás. Então eu pensava comigo que era melhor recolher meus olhares para com as mulheres. Contudo, carente que estava, segui na empreitada. Então, uma bela mulher de pele alva sentou no banco da frente. Confesso que reparei apenas no corpo dela. Minha carência não era afetiva, apenas sexual, percebi. Logo ela se levantou para se dirigir à porta de saída. Então ficou em pé em minha frente. Olhei. Perdoem-me mulheres! Olhei apenas para o corpo dela. Ao final de minha avaliação, olhei para o seu rosto. Ela me desdenhava. Mulheres não gostam de ser apenas desejadas pelo corpo. Ou se gostam, disfarçam.
Segui viagem rumo a minha casa. Próximo ao ponto, fui também em direção à saída do coletivo. Estressado, olhava para o chão. Não estava para conversa. Ao passar pela roleta, vi que uma mulher me olhava. Era a bela moça de a pouco. Ela não havia descido. Olhou-me com seus belos olhos verdes. Um rosto bonito. Uma beleza um tanto exótica.
Resolvi que não olharia mais para ela. Aqui uma contradição feminina. Parece que ela gostou de ter sido observada apenas em seu corpo. Dei uma ultima olhada. Nossos olhos se encontraram. Ela baixou a cabeça e mirou o olhar esverdeado em seu livro. Depreendi que aquele era o seu último olhar para mim naquela noite. Desci do ônibus. Ainda olhei para ver se ela me olhava. O ônibus passou e se foi. O último olhar fora de fato o que já mencionei.



Não é ironia!

sexta-feira, novembro 04, 2005 · 3 comentários

Rapidamente. O tempo que tenho é curto. É a vida moderna. Enfim, uma amiga pediu-me para colocar meu humor nos textos. Outra disse que estou cheio de mágoas, revoltado com a vida. Um outro levantou uma contradição minha sobre relacionamentos. Todos me elogiaram, devo dizer. Obrigado a vocês! Não apenas pelos elogios, pois eu amo as críticas. Não é ironia! Elas nos fazem conhecer melhor os nossos amigos. Ajudam-nos a crescer. São necessárias. Preciso delas. Eu as quero! Obrigado, meus amigos! Todas as críticas foram feitas de modo inteligente e verdadeiro. Não me senti julgado por nenhum de vocês, fiquem tranquilos. Termino dizendo que este espaço não é só meu, é de todos. Inclusive dos que me criticam.



E-mail para uma amiga (na verdade, um devaneio)

quarta-feira, novembro 02, 2005 · 2 comentários

Faz frio. Eu prefiro o calor. Mas as diferenças devem ser aceitas. A natureza não é de todo igual. A vida a imita. E se a mesmice fizesse parte do nosso dia, morreríamos de tédio. É claro que repetimos tarefas. Tomamos os mesmos caminhos. Mas os fatos se sucedem de modo diferente. As pessoas no trânsito são sempre outras (será que só eu estou a caminho?) Não, cada um faz o seu horário. Mas eu sei que as pessoas têm horários iguais. Cada grupo no seu. Mas então por que as pessoas nos coletivos não se repetem. Porque eu estou lá todos os dias no mesmo horário. Outros também deveriam estar. Onde eles estão?

Quanto devaneio! Perdoe. Não vou mais aborrecê-la. Fico com as minhas dúvidas sobre se este texto faz sentido. Fique tranqüila, estou bem.

Um grande beijo!



Quem não percebe se dá mal!

· 0 comentários

O rapaz cumprimenta-me com o seu sorriso amarelo. O outro bate em minhas costas. Eu me mantenho diplomático. Não faço festa com os gestos deles. Guardo comigo minhas certezas.
O fato é que as pessoas expressam de alguma forma o que elas são e sentem. Estes dois rapazes são apenas exemplos de pessoas que eu sei que não gostam de mim e que eu pouco gosto. Na verdade, eles se enquadram naquele grupo que já mencionei em outros textos: pessoas que não se amam. A vida deles não está boa. Não os condeno. Espero que virem a mesa.
O que eu quero dizer é que é fantástica a nossa capacidade de sentir em quem a gente pode confiar ou não. Porque aquelas pessoas que tem algo bom dentro de si exalam bondade. O mesmo ocorre com os que por dentro são trevas.
As peculiaridades dos seres humanos muito me agradam. Fico feliz com a nossa capacidade de percepção. Quem não tem se engana. E se dá mal!



Aos amigos

· 2 comentários

Uma pessoa que conheço não acredita na amizade verdadeira entre as pessoas. Leva consigo a desconfiança mineira. Eu, embora tenha nascido no mesmo estado que ela, penso absolutamente diferente. E isto se dá por um simples fato: eu tenho amigos de verdade. Evidentemente que é um grupo reduzido. Mas eles existem, e eu os amo.
Essas pessoas primam pelo bom caráter, preceito que não abro mão. Posso até abrir mão de outros, mas sobre o preceito mencionado no início deste parágrafo é impossível fazê-lo. E meus amigos, os poucos que tenho, se é que são poucos de fato, depende da referência, são de excelente caráter. Não vou mencionar nome algum aqui, vai que eu me olvide de algum deles. Como me desculpar depois?
Amizade é para mim o sentimento mais belo que há. Porque ele é descompromissado. Não há interesses. Podem até me criticar dizendo que o amor entre dois amantes é que é mais belo. Mas este, embora belíssimo, carrega interesses. Entre amigos também há trocas. Mas muito diminutas perto da troca entre dois amantes. O fato é que são dois belíssimos sentimentos. E o que escrevo aqui não tomo como uma verdade absoluta. Dou-me o direito à possibilidade de mudar de opinião.
E os meus amigos são belas pessoas. Como é bom tê-los! E como é bom ser seletivo! E eu demonstro meu carinho por eles. Demonstro meus sentimentos. Todos eles sabem que os tenho em meu coração. São tratados por mim com o devido carinho e com a mais devida ainda justeza. Eu sou carinhoso, mas antes de tudo, sou justo. E sobre isto preciso de outro texto. Mas isto fica para outro dia.
Termino aqui. Deixo aqui esta pequena homenagem aos meus amigos. Alguns vão ler este texto. Certamente vão se identificar. Devo dizer que amo vocês!



Repetitivo como a vida

· 1 comentários

Mais uma vez eu me indago sobre o que escrever. Já estou repetitivo. Imito a vida. Pois ela é assim, uma sucessão de fatos que se repetem. Hoje escrevo. Fiz isto ontem. Amanhã, possivelmente, estarei novamente expelindo palavras que fervem dentro de mim. Porque minha alma é assim, sensível e necessitada de palavras. Ouvir e dizer. Ler e escrever. Então, obediente que sou, escrevo. É a minha forma de dizer. Mas sinto que a frustração está aqui ao meu lado. Pois necessito dizer um não sei o que. E este "o que" não sai. Em meio às palavras, busco suprir esta necessidade. Sinto que não consigo, que não conseguirei. O jeito, então, é entregar os pontos. Calar-me. Deixar para outro dia (mas outro dia serão outros sentimentos). E dormir com esta frustração. Esta angústia. É assim a vida. Nem sempre a gente ganha. Normal.



Fale comigo

adelcir@gmail.com
k

fotos: Patrícia Crispim
c

Quem sou eu

Minha foto
Jornalista de formação. Cronista o tempo todo.

Histórico do blog

Opiniões&Crônicas surgiu em outubro de 2005. Uma sugestão de um grande amigo do autor, o fotógrafo Alan Davis. O nome não foi difícil escolher. A intenção era tecer textos que fossem mais opinativos. Mas ele acabou se caracterizando pelas crônicas.Uma vez ao ano o blog entre em férias. Exatos 30 dias em que alguns leitores navegam pelos arquivos.Antes de completar seu primeiro ano de vida, Opiniões&Crônicas passou por grave crise. Aventou-se a possibilidade de extingui-lo. Textos se escassearam. Como em quase todas as crises, serviu de fortalecimento, que voltou com força total. Agora, segue em sua melhor fase.Os textos em espanhol surgiram como uma forma de praticar o idioma. Algumas vezes o autor lança mão da língua hermana, sobretudo quando os textos são de caráter mais íntimo.Foi após o primeiro ano que o blog passou a ter o que sempre desejou: uma revisora. Profissional compente, formada em Letras, Lilian Guimarães abraçou a causa com a alma. Sua identificação foi imediata. E a sintonia entre revisora e autor é perfeita. Lilian agora é parte integrante do blog.Há leitores que possuem uma designação diferenciada. São os leitores-colaboradores. Atentos, dão dicas e apontam as falhas. Também tecem elogios e fazem torcida por novos textos. Eles são imprescindíveis para o seguir deste sincero blog.
O blog tem anseios. Objetivos. Segue ganhando leitores. Perdendo alguns. Possui uma comunidade no blog feita pelo noivo de uma amiga. E deseja caminhar sem procurar caminhos. Gosta de fazê-lo caminhando.

O mundo dos livros-Por Adalton César

Adalton César, economista, é um amante dos livros. Possuidor de uma biblioteca que não deixa de crescer, é orientador literário do autor deste blog. Opiniões&Crônicas o convidou para e a seção O mundo dos Livros. Aqui, comentários sobre Literatura, bem como indicações de livros. Este blog entende que ler é algo imprescindível. E que não dá para viver sem as palavras dos grandes autores.

Adalton indica

A Divina Comédia de Dante Alighieri (a primeira parte - O Inferno - é indispensável. O termo "divina" foi dado por Petrarca ao ler o livro).A odisséia de Homero (para alguns, o início da literatura)As aventuras do Sr. Pickwick de Charles Dickens (interessante e engraçadíssimo livro do maior retratista da Inglaterra dos anos da Revolução Industrial)consciência de Zeno de Italo Svevo (belíssima análise psicológica)Dom Quixote de Miguel de Cervantes (poético, engraçado, crítico; livro inigualável)Em busca do tempo perdido de Marcel Proust (considerado um livro difícil por alguns, mas uma das mais belas obras da literatura que conheço)Grande sertão: veredas de João Guimarães Rosa (não é sobre Minas ou sobre o sertão, é um livro sobre o mundo)O processo de Franz Kafka (sufocante, instigante, revoltante)Os irmãos Karamazov de Dostoiévski (soberbo)

"Em busca do tempo perdido"-Comentário de Adalton Cesar

Não é incomum que um sabor ou um aroma agradável nos levem de volta ao passado, aos dias de nossa infância ou adolescência, ou, no meu caso, a épocas não tão longínquas. Foi num desses momentos, diante de uma xícara fumegante de chá, saboreado com um biscoito qualquer, que Proust começou a relembrar os anos por ele vividos. Daí surgiu uma das mais belas obras de toda a literatura mundial, um livro simultaneamente poético e crítico. Uma obra-prima apaixonante. Para um contumaz saudosista como eu, a história contada por Proust tocou-me profundamente. Em essência, a vida do autor francês não difere muito de nossas pacatas vidas burguesas, com suas reuniões de família em datas específicas; as saídas de férias anuais em direção a locais aprazíveis e os encontros amorosos vividos nesses lugares; a entrada na adolescência e a descoberta da sexualidade; a perda de entes queridos e a eterna busca de sentido para uma existência percebida como vazia. São todos temas recorrentes no livro “Em busca do tempo perdido”. Mas, o que torna tão magnífico uma obra que trata de temas corriqueiros? Desconsiderando a simplificação exagerada da obra que fiz, é a forma como a narrativa proustiana se desenvolve, é a maneira poética que o autor lança mão para conduzir a história que dá a ela beleza inigualável. Mas, aos saudosistas (digo aqueles que capazes de ‘viver’ em todas as dimensões do tempo: cientes do presente, preocupados com o futuro, mas sempre com parte da atenção voltada para o passado, como um repositório de lições) a obra toca mais de perto, pois estes conseguem se pôr ao lado do autor e de, como ele, também recordar a velha tia ou a avó querida; de rememorar aquele amor de infância ou da adolescência de quem já nem lembramos mais as feições. Mas, não só de recordações é feita a obra. Nela, Proust aborda intrincadas questões filosóficas e existenciais (se é que toda questão filosófica não é si mesma uma questão existencial e vice-versa); discorre sobre o amor, sobre os costumes de sua época e acerca do progresso que vê chegar a passos largos, dissolvendo toda uma sociedade e criando outra; aborda o tempo e seu desenrolar e etc. Há quem aponte a lentidão do texto proustiano e a forma intrincada de sua escrita. Isso realmente é verdade, mas para ler Proust é preciso paciência, pois só ela nos permite perceber e apreciar toda a beleza contida nas suas muitas páginas.

Expediente - Conselho Editorial

Conselho
Adelcir Oliveira
Alan Davis



Revisão de textos
Adelcir Oliveira


Ex-revisores
Lilian Guimarães
Adalton César
v
c
b
c
c
c
l

opinioesecronicas@yahoo.com.br